
Raízes do Piauí 
Falar sobre cultura parece fácil, difícil é produzi-la, divulgar e fazer chegar ao público este veículo de conhecimento. Principalmente, se tratando de literatura – em suas mais variadas formas e gêneros. E é nessa seara que o escritor, Adrião Neto constrói sua já substancial bibliografia literária, com o recente lançamento de “Raízes do Piauí”, 397 pág. Ed. rev. melh. ampl.– Teresina, 2010. Livro que o autor chama de paradidático ou pararromance e, faz questão de esclarecer: “Trata-se de um misto de ensaio, documentário e romance. Embora não se enquadre em nenhum desses gêneros literários (...)”, frisa Adrião Neto. De fato, na narrativa do autor de Raízes do Piauí, a história oficial da colonização do Piauí, ganha certo paralelismo a oralidade transportada à nossa realidade visual. Os personagens, conquistadores – jesuítas, donatários das Cortes de Portugal e os nativos da terra conquistada, são a matéria fulcral dos relatos históricos romanceados no livro. Como em movimento – ações, espaços e tempo nos atraem por aproximação de uma época em que, o poder disfarçado de benemérito dominava, oprimia os mais fracos das regiões conquistadas. Desfiando pormenores da vida dos personagens – Adrião Neto, põe a nu o lado risível da história facetada dos primeiros colonizadores do Piauí. Ao dissecar as vísceras dessa narrativa histórica em que, posseiros, índios e jesuítas se enfrentaram em campo aberto da lei do mais forte – Raízes do Piauí oferece a pesquisadores, leitores e professores interessados uma fonte atualizada de pesquisa sobre uma das fases mais emblemática da história da colonização portuguesa no Brasil. Como bem destaca Assis Brasil, na apresentação de Raízes do Piauí – “E Adrião Neto registra tudo, neste amálgama de romance e história, marcando um tento criativo na história literária do Piauí”. É importante ressaltar que, além dos relatos históricos, o livro compõe-se de artigos e resenhas sobre o autor – o que, de certa forma, pode causar espécie nos menos iniciados no ramo do paradidatismo apresentado pelo autor em Raízes do Piauí. Porém, a importância da obra não está em sua classificação em gênero, classe ou forma, mas na estrutura em que Adrião Neto o coloca “Pararromance, - E assim seja para sempre!/ - amém!”. E o leitor, assim também o entenda, como um leque alternativo de história do Piauí. Roberto Carvalho, jornalista e escritor
Escrito por Roberto Carvalho, jornalista às 22h54
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Piauí e Suas Praias Pedra do Sal ao Anoitecer Um convite à vida... Quem acha que já viu o melhor da natureza precisa visitar as praias do litoral piauiense. E Parnaíba é o portal do Delta do Parnaíba, o maior e mais belo delta à céu aberto do mundo. As belezas naturais fascinam pela diversidade vegetal, animal e aquática numa exuberância impar. São mais de 80 ilhas, igarapés, lagoas e rios formando um estuário onde espécies raras de animais e pássaros convivem num ambiente marinho e de água doce e dunas, carnaubais, mangues e variedade de vegetais só que existem naquela região do litoral nordestino. Localizada às margens do Rio Igaraçu, Parnaíba, ou Princesa do Igaraçu, como é conhecida é uma cidade turística que recebe milhares de visitantes anualmente. Principalmente nas temporadas de férias e veraneios – hotéis e pousadas ficam lotadas e muitas atrações festivas, folclóricas e culturais são motivos a mais que chamam a atenção dos turistas que visitam a cidade. O que mais atrai o turista a voltar sempre à Parnaíba, além das belezas naturais é a hospitalidade de sua gente. Por mais que ainda falte infra-estrutura o visitante prefere o destino acolhedor do litoral do Piauí – suas lindas e paradisíacas praias de águas mornas e cristalinas. Um bom cardápio de comidas típicas e, principalmente, de frutos do mar como pescados, caranguejos e camarões. No próximo passeio conheça Parnaíba e seu Delta maravilhoso – e você estará vivendo uma aventura inesquecível com sua família ou amigos. É melhor do que conhecer a indiferença da terra do Tio Sam – e, o Brasil agradece de braços abertos.
Escrito por Roberto Carvalho, jornalista às 23h08
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Copenhague – COP-15 Frustrou Expectativas Frustração geral – esse é o clima que se abateu sobre ambientalistas, organizações defensoras da natureza e a população em todo o planeta. Reunidos em Copenhague, Dinamarca, os lideres mundiais não chegaram a um acordo sobre o controle da emissão de gases de efeito estufa que causam aquecimento global e alteração no clima da terra. E como esperado, os maiores poluidores do Planeta – Estados Unidos e China foram os responsáveis pelo fracasso da (COP-15) que terminou sexta-feira 8/12/09, na Dinamarca.
Nas rodadas de negociações da conferencia, as divergências levaram a um clima de confronto – de um lado os países desenvolvidos, do outro os em desenvolvimento e os pobres, como africanos e alguns de boa parte da Ásia, que se juntaram a Brasil, Índia, Coréia e defendem a aprovação do Protocolo de Kyoto. No Protocolo constam as metas de redução da emissão de gases na atmosfera – e que os países industrializados contribuiriam com recursos para ajudar as nações pobres prejudicadas pelo aquecimento e alterações climáticas. Enredo da Ópera – os EUA, a Europa e a China destruíram suas florestas, poluíram mares e rios. Possuem parques industriais poluentes – tocados a combustíveis fósseis: petróleo, carvão. A energia consumida nesses países é gerada por termoelétricas que consomem petróleo, então não há interesses desses governos em investir na produção de energias renováveis. Seriam imensos investimentos em hidroelétricas, produção de cana de açúcar, entre outros. No caso do Brasil, a maior parte da energia consumida vem do álcool e das hidroelétricas que são caras para serem construídas, mas depois se tornam rentáveis, fornecendo um produto não poluidor e barato. A lição foi tomada nos anos 80, na crise do petróleo – o Brasil investiu em hidroelétrica, no programa Pró-Álcool para tirar o país da dependência energética de outros países exportadores de petróleo. O Brasil não tem obrigação de ajudar fazer fundo de preservação climática com dinheiro do contribuinte como querem os paises ricos. Quem destruiu seus recursos ambientais, polui o planeta é que tem que arcar com os custos – demais, as conseqüências do aquecimento global atingem a todos indistintamente. Ao final da conferencia, o presidente dos EUA jogou a pá de cal nas esperenças de um acordo "Nós (EUA) não assinamos os termos das negociações com força de lei, mas apenas como protocolo de intenções" disse, Obama.
Escrito por Roberto Carvalho, jornalista às 18h25
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”Leituras” com Ternura  O livro “Aprendendo com a Poesia”, poesias, da poetisa, jornalista e escritora Manoela Gomes dos Santos, publicado com incentivo cultural da Fundação Cultural Monsenhor Chaves, apresenta ao leitor imagens poéticas em páginas de lirismo e ternura. Imagens da experiência “TRANSCENDENTAL – O Relicário de Uma Poeta, poesia - 75 p., EDUFPI, 2008, agora ampliadas no script imagístico literário. Numa luta corporal com as palavras, qual Drummond, em O Lutador: “Luto corpo a corpo,/ luto todo o tempo, sem maior proveito,/ que o da caça ao vento,” a escritora verseja em continnum discurso em que as pausas fônicas independem da sintática metapoética, lingüística. A paisagem imagística de “Aprendendo com a Poesia” insere abrangente variação temática – do empírico ao místico: seja do “eu/sujeito” ao “Deus/espírito”, incorporando circunstâncias psicossociais, humanas. O ritmo acelerado das frases nos poemas guarda unidade rítmica quase imperceptível, no leva e traz de sensações diversas. A autora diz o que falta às palavras – no presente do indicativo, impera a voz ativa que quer expressar urgência contemporânea na vida passageira. Dona de vasta “Leituras”, Manoela Gomes quis com “Aprendendo com a Poesia” ensinar que, com humildade e obstinação se constrói uma história literária que pode ombrear-se com os melhores valores da literatura. A qualidade de sua poesia chama a atenção não só pela força lírica, expressividade de conteúdo cultural, mas também pela coragem de se posicionar – vencer obstáculos. No circulo da escrita, a forja é árdua, escorregadia. Muitos ficaram na primeira experiência – muita empolgação – um livro e fim de caminho. Mas quem construiu o poema “Leituras” passou por várias leituras – nos imprime imagens em Inglês – “I can see a new tomorrow” “Eu posso ver um novo amanhã”, na língua de William Shakespeare; Francês, Italiano e em Espanhol. Além de um poema em Língua Brasileira de Sinais (LIBRAS), que o leitor confere na leitura de Aprendendo com a Poesia. E seja DECLARADO O DIA D, “(...) da Deslumbrante Magia de Viver,/ do Divino mistério (da vida),/ dos doidos poetas,/ loucos varridos pra falar,/ verbalizar suas emoções,/ dizer tudo sem frustrações,/ sem censura sem frescura,/ sem castrações!”, como visualiza Manoela Gomes. Em “LEITURAS – Era uma vez uma menina que gostava de ler...”, poesia “carro-chefe do livro”, nas palavras da autora – o que poderia parecer relatório de nomes e obras importantes se apresenta como peça chave que revela quantas leituras da fina-flor da literatura mundial foram absorvidas pela autora de Aprendendo com a Poesia. Autores como Monteiro Lobato – “Encantei-me contigo Monteiro Lobato e viajei pelo Sitio do Pica-pau Amarelo.”, e pergunta “O Patinho Feio, era você mesmo Hans Christian Andersen?”, Irmãos Grimm, La Fontaine, fizeram a fantasia infanto-juvenil de Manoela Gomes. Crescida, diz ela: "Essa menina cresceu e continua lendo...”, porque “A vida é uma comédia, Divina Comédia, de Dante Alighieri.”, e “meus versos sou eu, Carlos Said, tal qual John Keats em Isabelle”. Assim “Vou Rompendo a Curva do Tempo, Ronaldo Mousinho, mas às vezes Vago ‘Em Busca do Tempo Perdido’, Marcel Proust”. Sabendo que “Todos que atravancara teu caminho, Mário Quintana, já passaram, você passarinho e eu criei asas!” neste Aprendendo com a Poesia. Em seu “LEITURAS tem Nelson Rodrigues, José Ribamar Garcia, autor de RESSONÂNCIA, Rio de Janeiro, Litteris Ed. 2009, Paulo Coelho, Assis Brasil, entres outros autores consagrados. Aprenda você também lendo os versos de Manoela Gomes.
Escrito por Roberto Carvalho, jornalista às 21h33
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Princípios da Legalidade no Direito Administrativo Anjo da Justiça (Jô Angel) O Art. 37, da Constituição Federal de 1988, diz que “A administração pública – (aí, entende-se todos os agentes investidos em cargo público) -- direta e indireta de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios de legalidade, da impessoalidade, moralidade e publicidade”, entre outros. Ou seja, a administração pública deve necessariamente observar a previsão da lei. Nesta condição, a importância do princípio da legalidade - como bem assinala Hely Lopes Meirelles, no livro Direito Administrativo Brasileiro, 3ª Ed., 2005 - é que “o administrador público está, em toda a sua atividade funcional, sujeito aos mandamentos da lei e às exigências do bem comum, e deles não se pode afastar ou desviar, sob pena de praticar ato inválido e expor-se à responsabilidade disciplinar, civil e criminal, conforme o caso”. É importante ressaltar que no princípio da legalidade a Administração atua numa relação de subordinação para com a lei. Assim nada pode ser feito senão em virtude de dispositivos legais – “o Estado não pode cobrar do cidadão uma conduta que não está previsto em lei.” – as normas funcionam como regulamentador da máquina administrativa pública e seus agentes investidos de poderes e autoridades. Para os administrados, a o princípio da legalidade representa “uma garantia, pois, qualquer ato da Administração Pública somente terá validade se respaldado em lei, em sua acepção ampla.”, limitando, assim, a atuação do Estado, em prol da proteção do administrado em relação ao abuso de poder. No que completa Roque Antonio Carrazza “a aplicação do princípio da legalidade conduz a uma situação de segurança jurídica, em virtude da aplicação precisa e exata das leis preestabelecidas”, preconiza o Direito Administrativo Brasileiro.
Escrito por Roberto Carvalho, jornalista às 22h26
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Dilma Rousseff – Bolacha Brioche No cardápio eleitoral de 2010, além da salada de candidatos feitos na prática de roubar, mas nunca pegos pela eficiente justiça, o eleitor terá que engolir a contragosto a bolacha brioche Dilma Rousseff, produzida por Lula. Remodelada no laboratório de esticar rugas, trajando ternos finos e bem cortados, a ministra Dilma Rousseff, da Casa Civil, candidata à Presidência da República está em plena campanha ostentando a bandeira estrelada petista. A transformação da candidata não é só visual, a metamorfose atingiu seu comportamento no trato com seus auxiliares e com publico tratados com truculência. Agora, faz questão de cumprimentar os funcionários da casa, com semblante alegre como quem diz – depois eu pego vocês. Orientada por marqueteiros Dilma está mais simpática, sorridente e consciente do que se deve fazer em uma campanha, afirma um membro de seu staff. Exemplo disso é que, há duas semanas, a ministra esteve em um almoço com correligionários do governador Eduardo Campos (PSB-PE) e, na chegada, cumprimentou apenas as autoridades presentes à mesa. Foi, depois, advertida pela falha. Dá para perceber que é difícil para ela cumprir esse papel de candidata, mas ela tem se esforçado. Com voz polida, os discursos e as opiniões da ministra também passaram a seguir um roteiro preestabelecido. No contra-ataque das acusações de está fazendo campanha antecipada, a ministra foi voraz – “Sou vítima de preconceito pelo fato de ser mulher”, e atingiu seus objetivos: generalizar as críticas para conquistar o apoio das mulheres eleitoras. Mesmo uma coisa não tendo nada a ver com a outra – o ensaio preparado pela equipe de assessores funcionou e as críticas cessaram, ao menos por enquanto. Mas o pior é quando começar o horário eleitoral obrigatório – a candidata vai ter que servir diariamente a cara na tela da TV para que o eleitor saboreie a brioche azeitada do Palácio do Planalto.
Escrito por Roberto Carvalho, jornalista às 23h15
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Cultura – Nova Ferramenta Profissional 
Nunca foi segredo para ninguém que o conhecimento cultural é um importante fator no desempenho profissional das pessoas. Não basta só a técnica, os especialistas em recursos humanos, antenados com as transformações e exigências da modernização global, estão agregando a cultura aos valores profissionais essenciais às empresas. Como um suplemento à técnica, a ela fornecerá compreensão diferenciada da realidade, o que valoriza as idéias com novas opções. Para o profissional aumentar o seu conhecimento cultural, as empresas e instituições precisam investir no consumo desse produto que é farto no país. Teatro, cinema, exposições de artes plásticas, feiras literárias, compra de livros - incentiva aos funcionários que consumindo conhecimento poderão transformar práticas inadequadas em novas idéias que irão mudar os conceitos da empresa. Numa via de mão dupla – as empresas dariam um cartão magnético de R$ 50,00 para cada funcionário com renda de até cinco salários mínimos comprar livros, usar em programas culturais. O empresário receberia o dinheiro de volta em incentivos fiscais. Essa idéia está no Projeto de Lei aprovado no plenário da Câmara dos Deputados, dia 14/10, agora depende da aprovação do Senado. O valor é pequeno, em comparação com a média de R$ 64,53 investida em cultura pelo brasileiro, segundo o Anuário de Estatísticas Culturais, do Ministério da Cultura, mas seria suficiente para comprar, ao menos um livro por mês. No Brasil, livro ainda é um produto caro, inacessível a maioria da população. O texto da lei aprovada na Câmara inclui os servidores públicos e estagiários – e, quem recebe mais de cinco salários mínimos poderá também receber o Vale Cultura, mas não obrigatoriamente. “Toda tentativa em prol da cultura vale a pena”, diz Carmen Cavalcanti, diretora da Rhaiz Soluções em Recursos Humanos. O projeto é parte de um programa do governo federal de incentivo à cultura – a questão é se os empresários vão, na prática, aderir ao programa. E mais importante ainda - estariam dispostos a cumprir a lei – quando se sabe que as leis no país, na maioria das vezes não passam de letras mortas. É aguardar para ver a cultura brasileira chegar ao consumidor como ferramenta essencial à construção da cidadania, aos profissionais, empresas e instituições.
Escrito por Roberto Carvalho, jornalista às 13h37
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MST – Verbas Públicas Pagam Invasões 
Os atos de vandalismos do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) na Fazenda Santo Henrique da empresa Cutrale produtora de suco de laranja no interior paulista causaram indignação não só na classe política, mas também na população. Integrantes do MST que invadiram o local 28/09, danificaram máquinas agrícolas, destruíram cerca de 12 mil pés de laranja, além de danos materiais nas instalações da fazenda, provocando grandes prejuízos. A reação no Congresso Nacional foi imediata, a Câmara dos Deputados protocolou pedido de instalação de uma CPMI – Comissão Parlamentar Mista de Inquérito para apurar os repasses de R$ 160 milhões de recursos públicos a ONGs e dessas entidades ao MST para financiar invasões. Segundo o delegado de Borebi (SP), Jader Biazon, que abriu inquérito para apurar as responsabilidades pelo vandalismo na Crutale, os invasores negam que tenham cometido crimes na propriedade. Entretanto, imagens de trator destruindo os laranjais chocaram a opinião pública. Pesquisa da Confederação Nacional da Agricultura (CNA), apresentada recentemente traça o mapa de financiamento com dinheiro público distribuído pelo governo federal ao MST para fomentar as invasões de terras e prédios públicos. Os dados da pesquisa CNA são consistentes e ajudou os parlamentares de oposição juntar assinaturas suficientes para criar a CPMI do Movimento que estaria usando recursos do contribuinte para invadir terras produtivas e praticar vandalismo. Instalada a CPMI, o governo manobra com a base aliada para ficar com o controle da relatoria ou da presidência do órgão de investigação daquela entidade ruralista. Os governistas pretendem fazer com a CPMI do MST o mesmo que fizeram com as outras CPIs que passaram pelo Congresso Nacional – foram arquivadas por falta de “objeto”, ou objetivos. O MST é aliado do Partido dos Trabalhadores (PT), e faz das invasões, marchas e quebra-quebra em prédios públicos sua força política. E seria impossível realizar essas mobilizações, sem o dinheiro público que o Ministério do Desenvolvimento Agrário e Instituto de Colonização e Reforma Agrária (INCRA) abastece através da ONGs
Escrito por Roberto Carvalho, jornalista às 22h29
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BRASIL URGENTE Francisco Miguel de Moura – é escritor, membro da Academia Piauiense de Letras. Urgência é o que deve ser realizado imediatamente, sob pena de prejuízos irrecuperáveis. Já houve tanta coisa urgente, no inundo! No Brasil mais ainda, sem que nenhum procedimento novo tenha acontecido. Ainda haverá remédio? Observador isento de paixões, proponho uma ação que tome o rumo correto. Por que até agora não criaram uma bolsa trabalho? Isto, trocando em miúdos, seria arranjar trabalho para todos os pais de família, dispensando assim as demais bolsas (escola, família, etc.). E como conseguir emprego para os pais de filhos que hoje recebem bolsa escola e/ou bolsa família? Oportunizando trabalho para todos os cidadãos, de acordo com suas habilidades. Aqueles que nada soubessem fazer teriam, aí sim, urna bolsa de aprendiz, numa escola de preparação para o trabalho. Neste sentido é que apregôo que os pais brasileiros hoje estão muito necessitados de escola. E o atraso do ensino e da educação, cujo prejuízo infemizará os brasileiros por muito tempo, senão séculos. Aquecendo o ensino profissional, juntando isto ao dinheiro com que os governos estão a “socorrer” bancos, aposto que daria certo. Os bancos que se virassem. Eles não fazem nada mesmo. Apenas tomam emprestado - os depósitos e aplicações a juros reduzidos e emprestam a juros escorchantes. Construir estradas de rodagem, de ferro, metrôs, pontes, conjuntos residenciais é necessário. No interior, principalmente do Nordeste, açudes e poços que seriam usados racionalmente. Daria o pão a muita gente — serviços que muito bem podem ser terceirizados e o comércio, a indústria, a agropecuária muito ganhariam. Providências têm que ser tomadas imediatamente, sem propaganda eleitoreira, com continuidade anos a fio. A esses investimentos seria imprescindível juntar o das áreas de saúde e segurança. Sei que algumas empresas e entidades, em alguns Estados brasileiros, já se adiantaram criando instrumentos para inicio do que seria o “bolsa-trabalho”, aqui proposto com abrangência nacional, os quais não invalidam a minha proposta. Ao contrário, fortalecem. Lembram, leitores? Agora, à pergunta do início, veio a resposta: — Alguns pensaram e sabem o que é correto. Mas ninguém (políticos, governantes, legisladores) tem coragem de enfrentar a critica das forças que dominam o mundo — da social democracia ao capitalismo selvagem — para dar melhor rumo à nação brasileira. Essa história de quotas para os negros ou pessoas classificadas corno tal, em forma de lei, é o reconhecimento sumário do fracasso dos nossos governos com a educação — não universalizada nem dotada de boa qualidade para todas as raças, credos, classes econômicas, pobres e ricos, brancos e amarelos, sem distinção. Os remendos para apagar a mancha da grande omissão não valem a pena. Concordamos com o que disse um presidente do Chile, social democrata cujo nome não vem à memória: — “Modernamente, o único meio de socialização possível é através da educação “. Não há outro. Texto escritor, por Francisco Miguel de Moura.
Escrito por Roberto Carvalho, jornalista às 22h04
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Estética da Vida Moderna Uma Crônica para o Leitor Tudo que é diferente nos atrai, invariavelmente. E na velocidade das mudanças cada vez mais “aqui-agora”, no corre-corre do dia-a-dia, as novidades oferecem comodidades essenciais à vida moderna. Não precisa esforço – ao acordar de manhã os pães já estão na mesa, entregues pela padaria Telepão, o jornal do dia, à disposição na varanda, os remédios a farmácia entrega mais tarde, o cão de estimação passeia com o especialista nesse serviço a preços acessíveis. As crianças, a creche busca seguramente em casa, o salão Corte Bem agenda o corte de cabelo, maquiagem – tudo feito no trabalho, em horário pré-determinado que o cliente desejar. A “fezinha” na loteca da esquina, a loja preenche o cartão e já entrega pronto ao cliente que não terá o desconforto de entrar em fila. Sacar dinheiro, pagar as contas em banco são coisas do passado, o agendamento resolve automaticamente. Aplicações no mercado financeiro, investimentos, a corretora cuida sem precisar ficar ligando. A prestação de serviço avançou tanto e não tem limites na oferta de comodidades aos “consumidores”, ou “demanda” como são chamados pelo mercado – que, ir a lojas fazer compras virou opção indesejada. A Internet entrega as compras e mercadorias em casa – de geladeira a alfinete, sem preocupação. Fazer curso universitário, não precisa amassar banco de faculdade, enfrentar trânsito pesado – do Notebook na poltrona em casa tudo é resolvido. O diploma sai quintinho da impressora já com a assinatura do diretor e chancela do MEC. O tal mercado não pára de inovar e pensado no potencial consumidor oferece novidades para a comodidade – até a parte sexual está contemplada: o microônibus Sex-Móvel leva esse conforto em casa para o casal mudar de rotina. Quem chegou até aqui nesta crônica constata: se não precisa mais ir à padaria, nem passear com o cão de estimação, cortar cabelo na barbearia – apesar, de outros afazeres – quem era ativo virou passivo das comodidades da vida moderna. E até a comida já virá deglutida não precisa ser mastigada – o sexo pronto dispensa esforço, prazer. É mais cômodo, não? Com tanta comodidade à disposição, eu que não estava neste texto – pelo menos na primeira pessoal do singular – resolvi radicalizar: ao invés de receber a extrema-unção em casa, vou até um religioso, nem que seja a última coisa que faça.
Escrito por Roberto Carvalho, jornalista às 20h09
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Honduras - Crise Diplomática “Mundo, Velho Mundo, se me chamasse Raimundo...” Com estas frases entre aspas de um poema de Carlos Drummond de Andrade – inicio este artigo. Para quem, a consciência moderna teria dado ao mundo um rosto mais humanitário, solidário e menos truculento - a destruição da natureza, a violência contra os mais fracos mostram o contrário – a conquista pela força, continua via única nestes tempos de ponto.com que nos escraviza. O genocídio em Ruanda praticado nas barbas das tropas das Nações Unidas, com a omissão especialmente da França de Nicolas Sarkozy, a guerra do Afeganistão, a invasão do Iraque pelos norte-americanos, a repressão contra a população civil no Irã, são alguns exemplos de como as práticas medievais persistem cada vez mais cruéis alimentando a nossa impotência diante da irracionalidade humana. O caso do golpe em Honduras com a deposição do presidente Manuel Zelaya e a tomada do poder por Roberto Micheletti não passa de um ensaio com desfecho que poderá se transformar em banho de sangue. A volta de Zelaya ao país, refugiando-se na embaixada do Brasil na capital hondurenha Tegucigalpa não causa perplexidade, nem indignação a comunidade internacional – tudo é normal. A quebra da ordem democrática naquele país pobre da América Central é mais uma concepção contemporânea não um ato truculento repudiável. Assim, na Venezuela o coronel Hugo Chaves se diz dono do poder – manda espancar seus opositores, fechar rádios e canais de tevê. Na Bolívia, o cocaleiro Evo Morales, se perpetua na presidência do país com a constituição feita para lhe favorecer. No Equador, o presidente Rafael Correa é considerado um ditador que, através de um populismo de fachada engana a população equatoriana com promessas inviáveis. No Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, tentou por duas vezes aprovar leis para calar a imprensa – sua intenção é transformar-se em monarca absolutista. Então Carlos Drummond tem razão em sua angústia: “Mundo velho mundo se chamasse Raimundo... Eu não seria uma rima”, mudaria muita coisa neste mundo. A diplomacia brasileira que aspira uma vaga no Conselho de Segurança, das Nações Unidas (ONU) está perdida em embaraçosa situação - como resolver o empasse político naquele país sem atingir os primcípios da não ingerência em assuntos de outras nações que o Brasil sempre defendeu?
Escrito por Roberto Carvalho, jornalista às 23h28
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AGU – Trampolim para o STF 
Foto: Site da AGU Dos 11 ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) que assumiram nessa corte de justiça nos últimos seis anos, oito foram indicados pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante o seu mandato no Palácio do Planalto. E o caminho mais curto para chegar ao STF é ser Advogado Geral da União – a Advocacia-Geral da União (AGU) virou uma espécie de trampolim onde “se criam” politicamente ministros para galgar o posto vitalício no Supremo Tribunal Federal. Na seqüência de Gilmar Mendes – atual presidente daquela corte suprema – que foi ministro da AGU, José Antonio Dias Toffoli é indicado por Lula para ocupar a vaga deixada no STF pelo ministro Carlos Alberto Direito falecido recentemente. Toffoli tem 41 anos, é ministro da AGU – homem de confiança do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Embora não seja um jurisconsulto, nem renomado na área do Direito, Toffoli nunca se indispôs contra seus pares no campo político. Seu nome terá que ser aprovado pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado. O senador Álvaro Dias, do Paraná disse que a oposição vai dificultar a aprovação de Toffoli porque, no seu entender, seria mais uma manobra de Lula para dominar as votações e decisões do STF em favor do governo. Segundo parlamentares de oposição, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva virou um rolo compressor, uma ditadura disfarçada de democracia. Deliberadamente Lula se manifesta na primeira pessoa do pronome pessoal – “Eu faço, mando, desmando” e, com números favoráveis nas pesquisas de opinião, ninguém se manifesta contrário às suas investidas centralizadoras, ditatoriais. Neste cenário, Toffoli será confirmado pela CCJ e Senado ministro do STF – e a AGU abre vaga para mais e mais ministros do egrégio Supremo Tribunal Federal. Isso é o que faz oito anos de mandato presidencial - o presidente nomeou oito ministros seus eleitores para atuarem no STF. Isso é judiciário, ou um colegiado de togados a serviço do Poder Executivo Federal? Estratégia e Marketing Pessoal Ao assumir na AGU, Toffoli criou o cargo de vice-ministro – uma espécie de secretário-geral e botou no lugar um técnico, Evandro Gama para tocar a instituição – e se dedicou a assessorar diretamente o Palácio do Planalto. Ao tempo em que, passou a atuar em questões polêmicas de repercussão no STF, como votação da Emenda Constitucional sobre células troncos embrionárias, entre outros casos. Na AGU, sua atuação foi mais política do que institucional – priorizou sua imagem pessoal, deixando em segundo plano a AGU. Aproveitando-se da posição do cargo, construiu personalidade própria na mídia em que ficou conhecido como “O Homem de 80 Milhões de Reais’, ou The Six Milion Dólar Man”, em busca do STF que conquistou através do padrinho Lula.
Escrito por Roberto Carvalho, jornalista às 07h47
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REFORMA ELEITORAL Em Causa Própria Depois de muitas negociações, acordos partidários e políticos, finalmente, o Senado concluiu nesta terça-feira (15/09) a votação da reforma eleitoral com a análise dos pontos polêmicos da proposta. Como os senadores fizeram mudanças, o texto volta novamente para votação na Câmara. Pelo texto aprovado, a campanha internet está liberada dentro de normas a serem regulamentadas e das já existentes. Uma das regras é a resolução editada pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral) permite campanha eleitoral na internet apenas nos sites oficiais dos candidatos ou partidos. Segundo matéria da Folha de S. Paulo, desta quarta-feira 16/09, “Os parlamentares aprovaram emenda que libera a atuação de sites jornalísticos, blogs e sites de relacionamentos durante as campanhas. A emenda manteve apenas a proibição do anonimato aos jornalistas e a garantia de direito de resposta aos candidatos que se sentirem ofendidos”. De acordo com o jornal paulista “os sites também terão que seguir as regras impostas às rádios e TVs se quiserem realizar debates entre candidatos”. Doações - Os parlamentares confirmaram as chamadas doações ocultas permitindo que pessoas físicas e jurídicas, como igreja, agremiações esportivas e ONGs façam repasses de forma ilimitada a partidos políticos para que as siglas encaminhem os recursos para os candidatos. Com campanhas eleitorais cada vez mais caras, os parlamentares aproveitaram a oportunidade para legalizar a arrecadação de recursos para as suas eventuais despesas em busca do voto. Ficha Suja Entre outros pontos importantes na reforma eleitoral aprovados pelos senadores, está o que diz que “Não há restrições para o registro de candidatos que respondem a processos na Justiça em casos nos quais não houve sentença definitiva.”, contrariando a proposta do senador Pedro Simon (PMDB-RS) que exigia que o candidato precisava ter "reputação ilibada e idoneidade moral" disputar cargos eletivos. Como diz o ditado – “Tudo como dantes, na festa de Abrantes”, saiu como os políticos queriam, a tão propalada reforma eleitoral. Este é o país do faz-de-conta onde a moral e a ética são apenas conceitos pedagógicos.
Escrito por Roberto Carvalho, jornalista às 23h29
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Foguedos do Nordeste http://rcarvalho.zip.net Data: 25/09/2009 - Hora: 18h30m Local: Meridien Hotel Encontro de Folguedos do Nordeste - com o Grupo Candeia, de Teresina-PI e a participação especial de violeiros, repentistas e bumba-meu-boi vindo do Estado do Maranhão. O evento conta com patrocínio da iniciativa privada e apoio da lei de incentivo à cultura do Ministério da Cultura. A comunidade piauiense residente no Distrito Federal está convidada a comparecer e prestigiar os artistas e as apresentações.
Categoria: Evento
Escrito por Roberto Carvalho, jornalista às 18h48
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Pré-sal – Chão de Estrelas 
Uma Crônica Para o Leitor O pronunciamento do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, sobre o 7 de setembro, 06/09, em cadeia nacional de rádio e tevê foi pré-sal do começo ao fim. O presidente começou chamado todos de “Minhas amigas e meus amigos”, e o restante da fala não precisa explicar – pré-sal, pré-sal e pré-sal. Explicou detalhadamente os processos de prospecção, comercialização, destinação dos recursos provenientes dessas supostas riquezas que, segundo, Lula tornará o Brasil no maior produtor de petróleo, gás e seus derivados do mundo. Quem assistiu o pronunciamento presidencial, de cara já se achou um xeique árabe, ou magnata de petrodólares. Eu que tinha acordado pobre, fui dormir milionário fazendo cálculos de como gastar tanto dinheiro que, de uma hora para outra surgiu a mais de sete mil metros de profundidade. Para otimistas e visionários pouco importa como se vai tirar esse óleo de lá – abaixo da camada de sal nas profundezas do mar, o importante é começar gastar por conta. Se esse dinheiro vai vir ou não é outra história – o brasileiro é assim: ser feliz é só uma questão de acreditar. E acreditar faz bem – tem gente que acredita em cartomante, tarô, búzios, patuás e balagandans. As previsões otimistas são de que a partir de 2025 comece ser produzido o petróleo do pré-sal – daqui até lá, nada de economizar: o governo acabou de fechar contrato com a França, de U$ 40 bi em compra de aviões, helicópteros e submarinos daquele país. A justificativa para os gastos – o pré-sal, a Amazônia. Num país onde o analfabetismo é premente, o ensino precário, o desemprego e a violência sufocam como um fantasma que assusta a todos é melhor possuir caça moderno do que investir em combate ao tráfico de drogas, educação. Daí a máxima popular “Cada povo tem o governo que merece”. E como merecemos - a Dilma Rousseff vem aí, 2010 para continuar a dinastia de Sarney, Renan Calheiros, Mercadante, no Senado.
Escrito por Roberto Carvalho, jornalista às 18h26
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