Servidores da AGU – Triste Realidade  Com o nome estranho de gestão pública, os serviços públicos perderam muito de sua importância nestes tempos “ neo-neos” liberais. O que antes era funcionário virou servidor e mais ritech ainda capital humano, colaborador entre outras denominações em que alguns poucos seguimentos de privilegiados da corte têm se dado bem – com vantagens financeiras e oportunidades que a maioria não desfruta. No mesmo seguimento, função no Executivo Federal, instituições como o IBAMA, ABIN os servidores de nível médio ganham R$ 6.500,00 enquanto os da Advocacia-Geral da União (AGU) recebem R$ 2.500,00 que não cobre os gastos com transportes e alimentação básica no trabalho. Com isso, criaram-se diferenças abissais entre os servidores do Executivo. E em relação a Judiciário, Legislativo - verdadeiras castas de marajás – a disparidade é maior. Boa parte destes parasitas entrou no serviço público pela janela de cargos em confiança, sem concurso. Para se ter uma idéia – o Auxilio Alimentação dos servidores do Judiciário é R$ 580,00, na AGU, R$ 160,00. Pior, não tem a quem recorrer - subsidiados pelo governo, sindicatos e órgãos que representariam os servidores foram destruídos, as lideranças (falsas) estão comissionadas no governo – defendendo o poder. É o caso da UNE – União Nacional dos Estudantes, há 15 anos nas mãos de pelegos do PC do B. Já a CONDSEF – Confederação Nacional dos Servidores Públicos Federais tem seus diretores alinhados com o governo petista, trabalhando contra os funcionários que diz representar. Com isso, o expediente da greve que foi eficiente no passado, não é mais um instrumento de conquistas sociais dos trabalhadores. Atualmente, com a mídia sob controle da publicidade oficial, o governo usa a greve como ferramenta para jogar o servidor contra a sociedade. Este é o cenário sóbrio porque passa a maioria dos servidores públicos federais. Na AGU, o drama dos funcionários já dura mais de cinco anos – a Mesa de Negociação deu em nada. As promessas de um plano de carreira para os funcionários Técnicos Administrativos não passa de bálsamo da enrolação. No dia (3/6) houve uma reunião da AGU com o Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (MPOG). O resultado - foi marcar outra reunião para (10/6) no MPOG entre os mesmo atores da anterior. Assim, de reunião para marcar outra reunião – 2009 está indo embora. As reuniões parecem mais comédias de “borra-botas”, em brincadeira que tem os servidores como palhaços. E ainda tem gente (funcionário) que acredita no conto da “Carochinha”, dessas reuniões e negociações – que durante este ano avançam para o próximo das eleições presidenciais. O objetivo dos negociadores da AGU e do MPOG é “empurrar com a barriga”, deixar o tempo passar até o período eleitoral. Depois dizer - “fizemos a nossa parte”, como de costume nos últimos cinco anos. Todo mundo sabe que não há o mínimo interesse do governo – diga-se MPOG – em aprovar carreira para servidores este ano. Mesmo no caso da AGU que seria um plano de carreira vazia, sem reajustes ou vantagens sociais. A prioridade da AGU sempre foi os advogados – estes estão numa boa, quietos – ganhavam R$ 4.500,00 atualmente R$ 12.500,00 - o resto é resto na concepção da AGU. Os servidores técnicos têm que ter consciência de sua situação, da indiferença com que são tratados na instituição. Daí posicionar-se diante dos cenários que lhe são impostos – às vezes, de forma grotesca e sem critérios de gestão moderna, produtiva e racional. A AGU é como um latifúndio – os invasores chegam e tomam conta da propriedade como sua para explorar, esquecendo-se de “vestir a camisa” da instituição. As decisões impostas verticalmente chocam pela falta de conteúdo, compromisso – pessoas de fora são mais valorizadas do que as do Quadro próprio da instituição. Esta é a triste realidade vivida pelos servidores da AGU que não dispõem de serviços médicos ambulatoriais adequados no trabalho, ambulância de emergência, assistência social, espaço para práticas de fisioterapia laboral e, principalmente, de um programa de formação funcional de nível superior de qualidade para os funcionários Técnicos Administrativos e correlatos.
Escrito por Roberto Carvalho, jornalista às 13h00
[]
[envie esta mensagem]
[link]
|