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Outro - Outro

Foto de Roberto Carvalho da Costa.

 

Brasil se Manifesta – Viva a Cidadania

Foto: www.google.com.br

O momento é oportuno para a realização de manifestações - os olhos do mundo estão voltados para o Brasil que realiza a Copa das Confederações da FIFA. A indignação com os aumentos das tarifas de ônibus nas principais cidades brasileiras é apenas o estopim de um barril de pólvora popular que estava para estourar contra o descaso das autoridades não só em relação às péssimas condições dos transportes públicos, mas contra à corrupção, impunidade e a indiferença dos poderes constituídos.

As manifestações no Brasil têm apoio das comunidades brasileiras em várias partes do mundo - hoje, conectadas via Internet. Globalizado, o "Admirável Mundo Novo" é uma aldeia que une mazelas mas também proporciona oportunidades de soluções de problemas sociais locais e globais. Os cidadãos brasileiros mostram que estão vivos em consciência política e, que têm poder de mobilização - o país precisa dessas demonstrações de cidadania e exercício da Democracia. O governador de SP, Geraldo Alkmim disse que o movimento são ações articuladas de vândalos patrocinado por partidos políticos.

O que se tem visto nessa últimas décadas é um discurso de via única imposto por uma ditadura disfarçada de democracia em que o poder pode tudo. Enquanto, os cidadãos, em sua maioria dependente da política de pão circo - beneficiária dos programas sociais do governo vicejam na base da pirâmide social. Os benefícios da Cesta Básica, Minha Casa Minha Vida, Fome Zero, Luz para Todos; entre outras dezenas de benesses que promovem a letargia e a dependência da população menos esclarecidas presa no cabresto dos governos federal, estadual e municipal.

Viva a cidadania, a democracia - o Brasil se manifesta por ética, moral, justiça, saúde, segurança e oportunidades iguais para todos. Quem mora em Brasília chamada “Ilha da Fantasia”, fica extasiado com o luxo nababesco dos palácios dos tribunais de justiça (STJ), do trabalho (TST), TRFs, corregedorias quem compõem o Poder Judiciário, considerado um Estado dentro do estado-Brasil. Comparar os palácios da Justiça, os salários do Judiciário com as escolas brasileiras caindo aos pedaços, crianças fora das salas de aula, falta de saneamento básico, moradia, entre outras carências – é chocante, dá revolta. Este é um país democrático?        

Escrito por Roberto Carvalho, jornalista às 23h23 [ ] [ envie esta mensagem ] []

Transportes Coletivos – Descaso das Autoridades 

As manifestações contra os aumentos das passagens de ônibus nas grandes cidades do País mostram a indignação das pessoas com os aumentos de tarifas. É um reflexo das péssimas condições dos transportes coletivos. Ônibus com mais de dez anos de uso, caindo aos pedaços, circulam nas ruas lotados de passageiros igual sardinha em latas – amontoados uns sobre os outros. Sem alternativas, os trabalhadores enfrentam diariamente ônibus e metrôs superlotados, em engarrafamentos quilométricos nos centros urbanos.

As empresas concessionárias dos serviços públicos de transportes coletivos são usadas por políticos que não têm compromissos com a população. Os donos das empresas só visam lucros sem cumprirem as regras exigidas dos contratos de atender bem os usuários. Pior, não investem em renovação das frotas e melhorias dos serviços contratados. As autoridades, os gestores públicos não utilizam os transportes coletivos para se locomoverem, vivenciar de perto o drama diário dos usuários de ônibus e metrôs das cidades brasileiras.

A onda de protestos e passeatas nas ruas contra as péssimas condições dos transportes públicos e os altos preços das tarifas expõe uma situação que há muito causam indignação às pessoas que dependem de ônibus para chegar ao trabalho. O estopim das manifestações foi o aumento de R$ 0,20 nas tarifas dos ônibus em São Paulo. As ruas da capital paulista viraram um inferno com milhares de manifestantes, policiais de vários batalhões e quebra-quebra com dezenas de feridos pessoas presas.

De São Paulo as manifestações se espalharam por todo o país. No Rio de Janeiro, a polícia agiu com truculência ferindo vários manifestantes – a ação violenta da polícia não poupou nem os jornalistas que trabalhavam na cobertura dos protestos. Pessoas que passavam nas ruas  na hora dos confrontos foram feridas por balas de borracha. Muitos manifestantes inalaram gás lacrimogêneo laçado pelos policiais militares. No jogo de acusações de quem se excedeu na violência – se a polícia ou os manifestantes – as autoridades responsabilizaram os manifestantes pelos atos de barbárie que repercutiram no Brasil e no exterior.

A ineficiência dos transportes públicos no Brasil é uma ferida aberta que as autoridades responsáveis tentam sarar com um discurso patético tão repetido causa revolta. O transporte público no país é um dos mais caros do mundo. Enquanto que a péssima qualidade dos ônibus coletivos causa indignação e revolta a população os empresários concessionários dos serviços de transportes enchem as burras de dinheiro. Tanto que contribuem com quantias milionárias para campanhas eleitorais dos políticos que sedem as concessões públicas.                       

Escrito por Roberto Carvalho, jornalista às 18h01 [ ] [ envie esta mensagem ] []

O Príncipe completa 500 anos

*Josélia Costandrade

  

 Exemplo do esplendor cultural e artístico do Renascimento italiano, “O Príncipe” completa 500 anos. O nome de seu autor passou a significar astúcia, esperteza, tramas políticas (Maquiavélico, Maquiavelismo). Nicoló di Bernardo Del Machavelli - nascido em 3 de maio de 1458, em Florença e falecido naquela cidade, em 21 de junho de 1527 -  escreveu “O Príncipe” em 1513, dedicando - ao condotiero   Lorenzo II di Medici, duque de Urbino (Lorenzo, Il Magnífico). Para Lorenzo, generoso mecenas, figura emblemática do governante renascentista, Michelangelo realizara o célebre mausoléu, com o conjunto escultórico da Aurora, do Dia e da Noite. Michelangelo e Maquiavel equivalem-se em genalidade. Como Michelangelo, Maquiavel encarnava a essência do homem da Renascença; era historiador, poeta, músico e diplomata, através de sua obra original tornou-se o fundador do Pensamento da Ciência Política.  

    Póstuma, a primeira edição datada de 1532 expõe os conceitos fundamentais de um livro inovador. “O Príncipe”, dividido em 26 capítulos, ao mesmo tempo em que rompe com as proposições medievais acentua a filosofia do Classicismo Greco - Romano, sobretudo, ao impregnar-se dos escritos de Tito Lívio e dos conceitos virtu e fortuna, como a revelação de formulas para a obtenção e manutenção do Poder. Maquiavel analisa as diversas formas de Principados, desde os que foram herdados legalmente e, em contrapartida, aqueles usurpados ou conquistados pela força das armas ou das traições, chegando pelo crime. Alexandre da Macedônia e Dario figuram como exemplos de “um principado conquistado por armas e honra”. Uma leitura enviesada do livro pode incutir a idéia de algo inescrupuloso, cheio d artimanhas, o que não condiz com sua verdadeira essência. “O Príncipe”, ao contrário é uma Escola de ética e postura diante da entidade Estado. Sempre atual, como se fosse um telejornal diário, revela os deslizes de quantos déspotas “não esclarecidos”, ou pretensamente esclarecidos governam nos dias de hoje em todo o mundo.

*Josélia Costandrade – ABCA RJ – Associação Brasileira de Críticos de Arte

Escrito por Roberto Carvalho, jornalista às 16h21 [ ] [ envie esta mensagem ] []

 

Se as mãos não alcançam, os pés...     

Se possível ajude alguém se levantar... nem todo mundo sabe ou pode por si só ultrapassar barreiras, dificuldades. Depois que estiver de pé deixe seguir por seus próprios meios.     

Roberto Carvalho, jornalista

 

À namorada que nunca tive

"As feias que me desculpem mas a beleza é fundamental”, Vinícius de Moraes.

"Eu possa me dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure."  - Enquanta ‘dura’, diz a voz da experiência.

Último terceto do “Soneto de Fidelidade”, de Vinícius.  Poetinha que morreu de amar.

Escrito por Roberto Carvalho, jornalista às 23h44 [ ] [ envie esta mensagem ] []

 

 

 Adrião Neto Recebe Título de Cidadão Parnaibano

 

A Câmara Municipal de Paranaíba-PI, por iniciativa do vereador Reinaldo Filho, concedeu o título de Cidadão Parnaibano ao escritor Adrião Neto. O parlamentar justificou que a comenda é merecida a “um dos mais festejados escritores deste Estado (Piauí), de uma brilhante biografia e premiado em diversos concursos nacionais, tendo suas obras indicadas em vestibulares da UESPI”, frisou, Reinaldo Filho. Adrião Neto é natural do município de Luiz Correia, nascido no lugarejo Lagoa do Camelo daquela comarca do litoral piauiense. A concessão da honrada cidadania Parnaibana é uma justa homenagem a um autor que conta com uma considerável produção literária em vários estilos e gêneros literários.

Tanto o vereador propositor da comenda como os vereadores que a aprovaram em votação solene o fizeram elevando ao mais alto dos valores culturais de nosso estado. Que se cultive e realce quem produz cultura no Brasil - Adrião Neto é um dos ícones que tem desprendido parte de sua vida à arte e a literatura em prol da sociocultura piauiense, brasileira. O agora cidadão parnaibano, Adrião Neto continua dedicado ao ofício de construir, criar variantes na literatura que orientam não só a historiografia literária, mas também a prosa ficcional. 

 

Os livros do autor são referências obrigatórias nos meios acadêmicos - e, inegavelmente, a história já lhe guarda em perspectivas os frutos de um árduo labor que acumula ao longo de sua carreira como literato. Disse Adrião, uma vez - "Minha academia são meus livros", o que tem comprovado sua bibliografia literária, a despeito do que possa opor-se em contrário. Um título a mais, dos vários que o autor já conquistou, não o influencia em sua jornada de produzir imagens que completam o tecido cultural do estado do Piauí, especialmente. 

Escrito por Roberto Carvalho, jornalista às 10h28 [ ] [ envie esta mensagem ] []

Brasil – Insight News

 O Inferno de Dan Brown 

Os fãs do escritor Dan Brown já podem dispor do novo livro do festejado contador de estórias – aventuras mel com açúcar - que o transformaram em um fenômeno editorial em vendas de livros no mundo. Com uma tiragem de 500 mil exemplares no Brasil – o autor já vendeu quase 5 milhões de seu Inferno no Brasil.  

O título do best-seller “Inferno”, remota a Idade Média em que Brown tenta fazer com que seus leitores viagem nas mais de duzentas páginas de céus e infernos palpáveis. No inferno de Dante Alighieri, as condições humanas são remetidas a temerosos holocaustos imensuráveis. Enquanto Brown transita seus personagens numa dimensão cinematográfica hollyoodiana capaz de produzir milhões na telona dos cinemas.

Cada imagem criada pelos personagens se entrelaça de um capitulo em outro – e o leitor é seduzido a prosseguir na leitura. A trama de Brown, composta por uma aventura que teve como base um poema do escritor espanhol Dante Alighieri segura um enredo ficcional que não foge ao script de previstas concepções. Os leitores de Inferno se conduzem por conexões que retratam, projetam não uma ideia de inferno e paraíso como em Dante Alighieri, mas em um funil de horrores de nove níveis que cada personagem incorpora.  

Vilão Insosso

Entre as tantas características marcantes de um vilão estão, a crueldade, o sarcasmo e a sordidez, que causam asco nas pessoas. Estes predicados impressivos dramáticos não passam pela clava novelística de nossos autores de telenovelas.

 

Em Salve Jorge, Lívia Maria (Cláudia Raia) não convenceu como vilã – faltou uma dose de sarcasmo em suas ações e maldades. Agora, Mateus Solano, de Amor a Vida – apesar do esforço para desempenhar o papel de vilão – não consegue mostrar forças que causem espécies, raiva ou repúdio em cena. Walcyr Carrasco que escreve o folhetim das oito da Globo ainda não encontrou o ‘time’ nesse aspecto importante de uma boa trama. 

Escrito por Roberto Carvalho, jornalista às 22h06 [ ] [ envie esta mensagem ] []

 

Neymar – Lágrimas de Crocodilo

O choro do ex-craque Santista, Neymar no estádio Mané Garrincha (26/05) verteu lágrimas de cifrões em euros. Não que Neymar ou qualquer outro jogador pratique sua profissão futebolística sem receber justa remuneração. Até porque o tempo de atividade produtiva de jogadores é relativamente curto. Alguns craques do passado, como Rivelino, Gerson, Tostão, Jairzinho, Carlos A. Torres entre outros que foram tricampeões do mundo no México não nadaram em rios de dinheiro.

Para esses jogadores gênios da bola a profissão estava acima dos milhões produzidos por marketing. No caso de Neymar endeusado pela mídia, o jogador ainda precisa mostrar o que pode conquistar vestindo a camisa da Seleção Brasileira. Atualmente o craque está mais preocupado com a própria imagem e o que ela pode lhe render em dólares. O garoto propaganda comandado por um pool empresarial competente em gerar cifrões, está mais para astro de Hollywood, enquanto sua bola continua marchando em campo.

Ao entrar nos gramados, Neymar passa o tempo todo se procurando no telão do estádio. Quando recebe a bola faz algumas firulas e cai derrubado por marcadores ou tropeça nas próprias pernas. Para quem ganha milhões como Neymar, a responsabilidade de produzir resultados que compensem os investimentos é mais do que uma obrigação. O peso da fama atrapalha e as exigências muito mais – contudo, Neymar já não é mais Neymar, mas um ser sobrenatural que projeta no insciente coletivo a imagem de um semideus dos gramados, do futebol.

Como nos tempos dos gladiadores das arenas romanas, os espetáculos futebolísticos estão carentes de novos valores que se tornem míticos no fabulário popular. Será que Neymar vai corresponder às expectativas nele depositadas? Duas copas vêm ai – Copa das Confederações (2013) e Copa do Mudo da FIFA em 2014. A sorte está lançada – quem viver verá. Uma coisa é certa – a mídia que constrói é a mesma que destrói.

Escrito por Roberto Carvalho, jornalista às 17h16 [ ] [ envie esta mensagem ] []

 

Partidos Querem Novos Municípios

Tramita na Câmara dos Deputados o Projeto de Lei Complementar (PLC 2008/416) de autoria do deputado José Augusto Maia, PTB-PE, que autoriza as assembleias estaduais a criarem novos municípios. A proposta deve ser votada no próximo dia 04 de junho. A previsão é que sejam criados cerca de 410 novos municípios. Se o projeto for aprovado nas duas Casas do Congresso – Câmara e Senado - o número de unidades municipais deverá aumentar de 5.700 atuais para 6.110 municípios nos 26 estados do Brasil.

A farra de criação de novas unidades federativas conta com a participação da Frente Nacional de Apoio à Criação de Novos Municípios. Segundo a instituição o Projeto contabiliza o apoio de 350 parlamentares de diferentes partidos no Congresso. Os políticos que defendem a criação de novas sedes municipais estão de olho não só nos cargos de vereadores, prefeitos, mas principalmente nas verbas do Fundo de Participação dos Municípios (FPM).

Responsável pelos repasses das verbas do FPM para os municípios, a União conta com a arrecadação de impostos para manter a estrutura político-administrativa dessas unidades nos estados. A criação de novos municípios demanda mais despesas com a máquina municipal, o que obriga o governo a aumentar impostos e tributos dos contribuintes.

 

Em véspera de campanha eleitoral para as eleições de 2014, a perspectiva de novos cargos nos municípios é uma festa com dinheiro público que se reveste em votos nos níveis federal, estadual e municipal. Para os políticos defensores da ideia de criar município é a oportunidade de transformar o lugarejo, a fazenda de sua propriedade em sede municipal, reduto político cativo. É este um país sério?

Escrito por Roberto Carvalho, jornalista às 22h28 [ ] [ envie esta mensagem ] []

 

 Virada Cultural – O Saldo da Violência

 

                      A Virada Cultural deste ano encerrada no final de semana (18/05), na capital paulista, apresentou um saldo triste de violência – quatro pessoas baleadas, seis esfaqueadas e uma morta no evento. Segundo dados da Prefeitura de São Paulo, 27 pessoas foram detidas em que, 17 delas em flagrante e doze adolescentes apreendidos por envolvimento em vários delitos com o uso de violência.  

Para o prefeito Fernando Haddad (PT-SP), o número de ocorrências foi normal por a festa ter reunido 4 milhões de pessoas no mesmo bairro. Na avaliação de Haddad – “A segurança fez o possível, de prontidão, atuando e fazendo seu trabalho conforme previsto para o evento”, disse o prefeito aos repórteres que cobriam a Virada Cultural.

Uma festa cultural com vários shows, palestras, apresentações diversas e manifestações de valores e costumes – apresenta um saldo de violência assustador. A princípio se supõe que um encontro cultural produza cultua (não de violência) humanística, de forma a contribuir para a melhoria do mundo. Especialmente conscientize as pessoas quanto aos valores da vida e do meio em que vivemos.

O saldo da violência apurado na Virada Cultural deste ano deixa algumas perguntas – que tipo de gente compõe a nossa sociedade? O que se deve esperar de indivíduos que, ao invés de serem espécies humanas, são bichos irracionais? Além de aproximar os povos, países e populações, as viradas culturais se destinam mostrar o que cada comunidade produz culturalmente. Assim contribuir para uma sociedade mais igualitária, um mundo mais de paz. Não é com violência que vamos construir um mundo melhor onde todos vivam em paz em harmonia.   

 

Escrito por Roberto Carvalho, jornalista às 20h59 [ ] [ envie esta mensagem ] []

 

Jogo de Poder – A Estética da Crueldade

 

A estratégia das potências econômicas, militares – EUA, Reino Unido, Rússia – ao longo da história recente tem sido alimentar o mercado de armamento em apoio a guerrilhas internas contra governos. O jogo cruel consiste na estratégia de, enquanto um país ajuda os rebeldes fornecendo armas e munições, o outro vende equipamentos militares ao governo que combate os movimentos opositores deste governo.

Na Líbia a deposição do ditador Muammar Gaddaffi custou a vida de cerca de 35 mil civis. Armado pelos EUA que durante décadas o apoiaram, o ditador líbio fez do país uma carnificina, jogando bombas na população indefesa. Depois, a Casa Branca passou a apoiar os rebeldes, com armas e logística para derrubar Gaddafi do poder. No meio do fogo cruzado entre governo e oposição, a população – crianças e mulheres – foi quem mais sofreu o drama das atrocidades de violentas batalhas nas ruas das cidades líbias.

      No caso da Síria, o jogo de interesse econômico da venda de armas rende lucro a três potencias militares – do lado dos rebeldes os EUA, de Barack Obama e o Reino Unido, do primeiro-ministro David Cameron. Por sua vez, a Rússia abastece de aramas o presidente da Síria, ditador Bashar al-Assad. Nesse jogo cruel, dados da ONU dão conta que cerca de 80 mil pessoas morreram na Síria desde março de 2011, início dos conflitos entre as tropas de Bashar al-Assad e os rebeldes. Para complicar o cenário de desespero do conflito – a China juntou-se à Rússia em apoio a al-Assad.

                                O Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) é comando por EUA, Reino Unido, Rússia, China que vetam o voto dos demais membros do Conselho. A população síria sofre pesadas perdas de vidas humanas, com bombardeios dos sois lados do conflito – a ONU ignora o holocausto de inocentes vítimas da crueldade do jogo de interesses políticos e econômicos.

 

Escrito por Roberto Carvalho, jornalista às 00h09 [ ] [ envie esta mensagem ] []

 

Planalto – Vai ou Racha

Gif engraçado

Imagem: http://oficina-do-gif.blogspot.com.br

Nos corredores e salas carpetadas do Palácio do Planalto, o ar rarefeito mistura-se às conversas e articulações políticas. A temperatura aumenta, quando temas como sucessão, reeleição entram em pauta sobrepondo-se aos assuntos mais prementes da agenda do governo. A aprovação da MP dos Portos que moderniza a infraestrutura portuária está empacada no Congresso – senadores e deputados não querem contrariar direitos dos portuários que operam os portos caros, onerosos. Enquanto isso, a base aliada do governo bate cabeça com a oposição na discussão da aprovação da MP. Os dois lados não querem assumir o ônus da perda de apoio político dos sindicatos e seus filiados.

O apelo da presidente Dilma Rousseff para que o Congresso aprove a medida com urgência tem sua razão de ser. Setores como o da indústria, exportações entre outros estão estagnados, sem saída para escoar suas produções. Defasados, os portos brasileiros não atendem as reais necessidades das demandas crescentes das exportações. Dilma já avisou ao Congresso que sua paciência esgotou - está sendo costurado um decreto lei para substituir a MP dos Portos e dar andamento a modernização dos portos via decreto. Para muitos – inclusive aliados – a presidente é autoritária. “Medias como essa é prova da inabilidade do Executivo negociar com o Parlamento”, disse Nazareno Fontele deputado do (PT-PI).

As criticas dos parlamentares recaem sobre a atuação das ministras Gleisi Hoffman, do Gabinete Civil, e Ideli Salvatti, das Relações Institucionais. Elas, juntas à Dilma, seriam como “as meninas superpoderosas”, do seriado americano em que, Florzinha, Lindinha e Docinho, faziam tudo sozinhas. Pode ser despeito por as três serem mulheres, mas não é de se estranhar – a presidente é conhecida por seu temperamento autoritário, decisões unilaterais à revelia do Congresso. Orientada por seu mentor político, Luiz Inácio Lula da Silva, que é quem de fato governa - Dilma não abre mão de sua postura no trato com assessores e parlamentares. É a política do “vai ou racha”, do Palácio do Planalto. 

 

Escrito por Roberto Carvalho, jornalista às 21h32 [ ] [ envie esta mensagem ] []

 

Caxirola de Brown Vira Arma de Torcidas

 Que baiano é criativo, não há a menor dúvida – dita moda, cria ritmos, remelexos que influenciam costumes em todo o Brasil. Nos preparativos para a Copa das Confederações em junho próximo e Copa da FIFA de 2014, o músico Carlinhos Brown apresentou um instrumento batizado de caxirola para ser usado pelas torcidas nos estádios que sediarão os jogos. Com a intenção de lucrar com a venda do seu invento, Brown registrou no Inpi (Instituto Nacional da Propriedade Industrial) a caxirola.

Os baianos apelidaram o instrumento de “piciroca do Brown”. Para quem não sabe ‘piciroca’, no Nordeste é pênis. Como alternativa, os torcedores mais agitados, utilizam o chocalho ou caixinha para conduzir cachaça em dias de jogos. Outra utilidade encontrada nas caxirolas marcou o jogo de inauguração da Arena Fonte Nova – no clássico Bavi, Bahia x Vitória – uma chuva de “picirocas do Brown” foi atirada contra os jogadores em campo. Usada como arma, a invenção de Carlinhos Brown promete render milhões de reais ao músico baiano. O governo federal, através do Ministério dos Esportes comprou os direitos de uso das “picirocas de Brown’ para serem usadas nos jogos da Copa do Mundo do Brasil.

A previsão é que as vendas atinjam 20 milhões caxirolas ao preço de R$ 30 reais a unidade. Se atingir a meta, Brown terá dado impulso milionário em sua conta bancária. O problema é se o Brasil começar a perder jogos na Copa e a torcida se revoltar – vai voar piciroca na cabeça de muita gente. A arma de Carlinhos Brown – a caxirola – servirá para alguma utilidade além de depósito de cachaça em dias de jogos? Convenhamos, alguém teria que inventar qualquer coisa para fazer barulho  nesta Copa. Na Copa do Mundo da África do Sul, a vunvunzela deu o tom do mundial da FIFA. Aqui no Brasil, a  proeza inventiva vem da Bahia, de um baiano arretado de turbante que agita a música e as festas carnavescas. Com sua “piciroca” Brown pretende encher o bolso dinheiro, de hematomas a cabeça dos torcedores.  

 

Escrito por Roberto Carvalho, jornalista às 07h39 [ ] [ envie esta mensagem ] []

 

Terra de Nem

Fronteiras entre países, limites entre estados e municípios nem sempre são bem definidos geograficamente. Recurso de GPS, satélites, mapas cartográficos não definem de quem é esta ou aquela faixa de terra, mar, logradouro. No Distrito Federal as cidades satélites cresceram demograficamente além das expectativas mais otimistas – e, a expansão desordenada das cidades goianas do entorno entrelaçam-se com as do DF. Os limites territoriais das cidades dos dois lados – Goiás, DF - se confundem em meio a dúvidas. Os moradores das cidades – Pedregal, Céu Azul, Valparaiso, Novo Gama, em Goiás e, de Santa Maria, Gama no DF vivem o drama de não saber onde moram: no DF ou em Goiás?

O estatuto da dúvida serve as autoridades do DF e de Goiás que, na confusão, não assumem as demandas sociais dessas áreas indefinidas no entorno de Brasília. Segurança, educação, saúde, infraestruturas sanitárias e econômicas são de ninguém, ou da “Terra de Nem”. O epiteto ilustra a situação – Terra de Nem – nem do DF, nem de Goiás. Contudo, os impostos, taxas e tributos são cobrados pelas duas unidades federativas. A população da “Terra de Nem”, faz questão de dizer que mora no DF desenvolvido, onde os imóveis são mais valorizados e melhores condições sociais.

O mercado imobiliário das regiões da Terra de Nem se adaptou rapidamente à situação – um imóvel que vale R$ 150 mil no DF, no Goiás não chega R$ 100 mil. O mais bizarro é quando o comprador, ao fechar o negócio na compra de uma casa, descobre que metade do imóvel está no DF e a outra parte em Goiás. Para o vendedor, o imóvel se localiza no Distrito Federal, já o comprar entende que o mesmo pertence ao município goiano. Morador de Céu Azul, o Dr. Custódio – famoso clínico local - passa por situação semelhante. Não sabe se o consultório onde atende os clientes está no Goiás ou DF. Para os habitantes dessas cidades, o governo do Distrito Federal deveria encampar em seu território as cidades do entorno, definir novos limites territoriais. Que governo do DF assumiria os custos do arroubo?     

Escrito por Roberto Carvalho, jornalista às 17h11 [ ] [ envie esta mensagem ] []

 

A TERRA

  Imagem: www.google.com.br 

         *Teresinka Pereira

 

A Terra e' um lar enorme

forte e renovavel

onde sobrevivem

nossos sonhos

e nossa utopia.

A Terra e' reciclada

como nos, seres que vivemos

em sua superficie,

em suas entranhas,

ou no seu espaco cosmico.

Viva o infitnito bem

que a Terra nos da.

Viva a Terra de todos

e de todos os dias!

 ************    - Poema, de Teresinka Pereira

 

*Teresinka Pereira, é escritora – mora nos EUA.

Faz as vezes de embaixadora cultural d Piauí na América.  

Escrito por Roberto Carvalho, jornalista às 10h58 [ ] [ envie esta mensagem ] []

Cara? Alho!

Os caprichos da vida moderna nos impõem hábitos e costumes peculiares, às vezes, sem escolha. Fazer refeição fora de casa é uma realidade que mudou o conceito de comida caseira. Em cada esquina, um oriental fritando brócolis com macarrão – yaksoba - e a fila esperando para saborear a guloseima. Passar na frente de um restaurante é um suplício complicado – o cheiro de alho queima as narinas, sufoca a respiração e impregna uma área de duzentos metros em redor.

Benéfico à saúde, o alho na medida certa é um dos melhores condimentos – tempero que completa o sabor dos alimentos. Em excesso, tira o gosto natural das comidas. Com o propósito de conquistar mais clientes, nutricionistas, chefes de cozinhas exageram na dose do místico tempero. A cidade é um só “fumacê” de alho queimado insuportável – usa-se olho até em suco de frutas.

Por esses dias entrei em um famoso restaurantes na 202 Sul e fiquei sufocado – o cheiro de alho rodando acima da estratosfera . Na entrada pilhas de pratos – cada um medindo dois metros de tamanho. Com um prato na mão, pedi que alguém me ajudasse a conduzi-lo no trajeto até a mesa. Antes de chegar à balança – susto – uma constelação de panelas fervendo borbulhas me deixou atônito com a variedade, opções de comidas prontas.

A verdade é que nunca consumo mais de cem gramas de comida por vez. Na estratégia de não me afogar numa das panelas, meu apetite cresceu, e sai bicando colher naquele mundo de comidas. Só ao sentar à mesa percebi que a estratégia falhara, no prato havia mais do que a capacidade do meu estomago. Agora, mais intenso o cheiro de alho espalhado na roupa, no cabelo – o gosto da comida, puro alho. A sobremesa, talvez salvasse a empreitada – doce de leite, ao alho.

Ao sair do restaurante fui direto fazer profilaxia – cortar o cabelo com máquina zero, queimar a roupa impregnada de alho. Cara`alho?! A Arisco precisa vender tempero preparado – mistura mortal de vários ingredientes, especiarias e condimentos – latas de 20 kg que temperam a vida e a morte de muita gente.

Escrito por Roberto Carvalho, jornalista às 20h10 [ ] [ envie esta mensagem ] []