Lady Gaga – Show da Vaca Louca

 Foto: www.google.com.br

Arraigada nas tradições, a cultura oriental preserva os princípios ancestrais - na semana passada, a cantora Lady Gaga foi barrada num show que realizaria na Índia. Os promotores do evento se esqueceram de avisar a pop star que, antes de se apresentar no palco teria de cumprir algumas exigências da cultural local. Não comer carne de vaca três dias antes do show, andar de elefante nas ruas da cidade, usar turbantes e um saião branco sem calcinha. Na véspera da apresentação, dormir com uma naja no colo e emergir-se em óleos aromáticos, fumaça de cipó preto e lavar o rosto com água do Ganges.

A cantora, subiu no palco à ocidental – num mini-short colante transparente, plumas e paetês – parecendo uma árvore de natal. Quem a visse de frente podia jurar que era um pé de alface – os defensores dos alicerces morais da Índia não gostaram do modo como Lady Gaga se vestia. Segundo o presidente da liga das tradições indianas – as pernas de Gaga são um atentado ao pudor, à moral dos recatados daquele país oriental. Enquanto isso, os fãs da pop star saíram em defesa do show – a justificativa não podia ser mais plausível: era oportunidade única ver um par de penas daquele porte, peitos de fartar apetite. Além do que, Gaga ia dar uma canja de estrepe ao vivo, cosia que indiano nenhum viu em toda vida – uma loura siliconada exibindo-se de dar água na boca.  

Alguns moralistas mais radicais ameaçaram atirar em Lady Gaga – se ela realizasse a apresentação. Para evitar um desfecho trágico - os promotores do evento resolveram cancelar o show da rainha da pop music internacional. Quem já havia comprado ingresso para assistir Gaga, poderia usá-lo na corrida anual de elefantes, ou para realizar o tradicional banho obrigatório no Ganges. Uma ótima troca – deixar de ver os contornos sensuais da star pop mais badalada do momento, para banhar nas águas poluídas, fedorentas do rio sagrado dos indianos. Você leitor, o que preferiria? Lady Gaga em pelo, ou contrair leptospirose no Ganges?                       



Escrito por Roberto Carvalho, jornalista às 13h46
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CPI – Abre a Boca Cachoeira

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Está marcado para a próxima terça-feira (15/05), o depoimento do bicheiro Carlinhos Cachoeira na CPI que investiga os crimes de contravenção e formação de quadrilha, entre outros que pesam contra ele. Defendido por nada menos do que Márcio Thomaz Bastos, ex-ministro da Justiça no governo Lula, o contraventor já avisou que pode ficar em silêncio no interrogatório dos parlamentares da CPI.

Coincidência ou não, no mesmo dia do depoimento será apreciado o habeas corpus no Superior Tribunal de Justiça (STJ) em que, caberá aos ministros da 5ª Turma do tribunal a decisão de mantê-lo preso ou soltar. Cachoeira precisa da liberdade para cuidar de suas atividades, dos negócios. Principalmente, reabastecer de grana a quadrilha de políticos, agentes públicos que sempre o apoiaram em suas ações criminosas. Agora, os órfãos de Cachoeira rezam para o bicheiro ficar de boca calada – não aceitar proposta de delação premiada.  

Se Cachoeira abrir o jogo, entregar os nomes dos participantes da quadrilha que ele comandava, a lama vai sujar muita gente insuspeita das diversas áreas dos poderes no País. Márcio Thomas Basto disse que se não tiver acesso aos documentos do inquérito que está com o deputado Vital do Rêgo (PMBD-PB) presidente da CPI seu cliente ficara em silêncio durante o depoimento na terça-feira. Cachoeira vai usar as prerrogativas constitucionais: ninguém é obrigado a produzir provas conta si mesmo.

Na mesma terça-feira, dia do depoimento, pode ganhar de presente do STJ a liberdade, enquanto o virtual processo com o tempo se dissolverá em mofo nas gavetas de tribunais. Em liberdade, o bicheiro terá como mexer as pedras do jogo – é que ninguém resiste a uma boa quantia de reais na conta bancária. Nem mesmo mais incorruptível dos mortais – calcule num país como o Brasil, onde a cultura de valores investidos prega que o correto é ser corruto, ladrão. Cachoeira é apenas uma ponta do iceberg da lama corrupção que macula as estruturas institucionais do País.



Escrito por Roberto Carvalho, jornalista às 22h29
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Frustração da Torta

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Açougueiro vende carne, taxista presta serviço de táxi – jornalista? Bom, aí a coisa complica. Se considerado escritor, pior ainda – dependendo do grau de conhecimento público, será uma espécie de consultor no ramo literário, artístico. Como modesto escritor, não me furto ao ofício de orientar quem procura orientação sobe o fazer literário nos diversos gêneros da literatura. Recebo mensalmente, razoável quantidade de textos – livros, contos, crônicas, artigos para que fale sobre eles e dê opiniões quanto aos liames de conteúdos – isso, aquilo – como melhor dar vida ao texto.

Por esses dias, um dos textos que recebi me chamou a atenção. O sujeito escreveu – contou, ou pelo menos tentou contar - sua malograda experiência sexual que se realizaria com quem tanto lhe produzia expectativa, lascividade. Há muito esperava por aquela oportunidade – a mulher, finalmente, aceitara ir para a cama com ele. Com acuidade, comecei ler o texto – afinal, das tantas estórias que me vem às mãos, cada uma tem peculiar enredo. Geralmente, reflexos psicossociais do cotidiano das pessoas. Curioso no desenrolar – à Bukowski – da experiência frustrante, haveria algo surpreendente a ser aproveitado? Talvez se pudesse tirar do texto lições do fracasso de uma relação sexual frustrada.

Porém as expectativas ficaram nas primeiras linhas - o sujeito esgotou o assunto no primeiro parágrafo, na frase “...foi bater, morrer” – no texto “A Frustação da Torta” que me pedia avaliação estilística. Ao leitor astuto, não precisa explicar o que é “...bater, morrer”, numa relação sexual. Já “Frustação da Torta” título do texto – refere-se à própria genitália que o sujeito descreve como torta. A “Torta” que o teria decepcionado no momento mais crucial da vida – não nasceu torta. Veio a entortar depois de longos manuseios, carícias quando ainda jovem no Boqueirão da Serra. Com o tempo, a Torta ficou mais torta, da direita para a esquerda – contudo, mulher nenhuma maldizia. O máximo que ouvia era “Nooossa!?”, mas nunca a torta o decepcionara como naquele dia de consumação de desejo latente, expectativa.

A anatomia torta traduzia-se em atrativo a mais – “não por ser torta que tudo deu errado”, justifica o sujeito. Isso explica? Faltam quês no quê dos quês. Ainda no parágrafo inicial, eu babando para saber detalhes dos predicados fálicos da mulher – ele os remata numa frase: “Era o sonho de consumo de qualquer homem”. Com esta pá de cal deu termo a sua narrativa “Frustação da Torta”, enterrando-a no nascedouro. Embora esgotado o assunto, prossegui lendo o texto – não por masoquismo, mas porque não deixo leitura na metade – com a mesma determinação até a última página.

Ao cabo do arsenal fraseológico digressivo - o sujeito finaliza a narrativa com uma inusitada frase: “Assim falou Zaratustra”. Diante desta pérola, não tive melhor juízo que – Freud Explica? – e ao dobrar a página fiquei atônito, vazio. Esperava que para se redimir da “furada”, ele buscasse nova tentativa – quem sabe, a Torta não tomasse vergonha, fizesse a sua obrigação. Isso o sujeito não sugere, nem deixa no texto qualquer vestígio de “pegador”, ou frustação de ter ficado apenas no “foi bater, morrer”, da Torta.

Ao que aconselho – como aprendiz das letras, sensato é esquecer a empreita. Quanto à disfunção erétil – procurar um psicólogo, analista. É moda – ao invés de genitálias, as pessoas buscam curar os desvios sexuais no colo de psicólogos e charlatões. No caso do nosso amigo – sujeito – que, na flor da idade, na hora H fracassou nem o milagre azul o teria salvado do vexame. Ele não disse no texto, mas você pode calcular o drama – um avião na sua frente, com todos os predicados, pronto para decolar. E cadê piloto, pista de decolagem?                          



Escrito por Roberto Carvalho, jornalista às 21h47
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Porto de Luís Correia – Falta Vontade Política?

Foto: www.wikipedia.com.br

                     Ao determinar a construção do Porto de Luís Correia na praia Amarração, D. Pedro II vislumbrou o desenvolvimento não só do Piauí, mas também de toda a região circunvizinha: parte do Ceará, de Pernambuco, do Maranhão e, principalmente, o norte de Goiás. Isso, a cerca de 80 anos atrás – o monarca esperava que o Brasil, país que tanto amava, fosse desenvolvido por homens de bem, cidadãos de caráter, não por um covil de ladrões que, ao longo dos anos se aperfeiçoaram na arte de corromper e ser corrompidos. Transformaram a política no caminho mais curto para enfiar a mão no dinheiro público – socializaram os prejuízos e institucionalizaram a corrupção. 

  Certo que o imperador aconselhado ao empreendimento não conhecia – nem devia conhecer – as dificuldades geológicas marinhas do local onde seria construído o porto. Estudos técnicos sempre deram conta de que, a construção do terminal portuário marítimo piauiense era viável. Em vista disso, nos anos 70, o à época governador Alberto Tavares e Silva – homem de valor moral, sonhador e político empreendedor – deu grande andamento nas obras do Porto de Luís Correia. Chegou-se a pensar que, daquela vez a obra seria concluída – mas a falta nos repasses de verbas federais paralisou novamente o projeto.

Dessa etapa, sobrou um imenso cais de pedras enterrando-se na areia mar adentro. Ali estão enterrados – vem sendo enterrados – milhões de reais dos brasileiros. Também, o porto tem servido para desvios de dinheiro público, enriquecimento ilícito de empresários das áreas de construção civil, engenharia e técnica geológica. Todos os governadores do estado que passam pelo Palácio de Karnak prometem concluir as obras do porto – alguns reeleitos por vários mandatos – porém, ficam nas promessas. Ninguém convence o cidadão piauiense de que seria inviável a construção do porto – principalmente, que o porto não será concluído. Pergunte a um parnaibano sobre o reinício das obras, e terá pronta resposta – “No mês que vem, no segundo semestre” - é o que passa na cabeça da população no estado.

Em véspera de eleições, os políticos do estado põem o Porto de Luís Coria nas pautas de campanha. Passadas as eleições, o assunto morre – menos para os que veem nas obras do porto, uma oportunidade de desviar verbas públicas, se dá bem com o dinheiro dos contribuintes. Não precisa ser técnico nem geólogo, para saber que não será pelas dificuldades geológicas, topográficas – costa rasa extensa, areias em constates mudanças – que as obras não andam, mas por falta de vontade política, verbas públicas, privadas: em parcerias com a iniciativa privada. Na Coreia do Sul, a construção do porto em Shijon, distante da capital Seul, demandou a formação de uma ilha artificial – no Piauí, o Porto de Luís correia não precisa de tal dispêndio, nem milagre da engenharia.



Escrito por Roberto Carvalho, jornalista às 19h32
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Como Viver Sem Cachoeira?

Depois da prisão de Carlinhos Cacheira e de alguns membros da sua quadrilha - políticos, autoridades, agentes públicos e empresários se perguntam: como viver sem o dinheiro dos esquemas de Cachoeira. Da Esplanada dos Ministérios ao pipoqueiro da esquina – passando por ministros de Estado, governadores, policiais federais, estaduais, municipais, senadores e deputados – o contraventor comandava tudo.

Para Cachoeira não havia limite – chefiando uma quadrilha composta por agentes públicos, empresários e políticos, o bicheiro controlava as principais atividades no País. Conversas gravadas pela Polícia Federal, na Operação Monte Carlo – revelaram que até governadores, como Agnelo Queiroz (PT-DF) e Marconi Perillo, de Goiás estariam envolvidos com o bicheiro. Os negócios de Cachoeira eram os jogos caça-níqueis ilegais que funcionavam em vários estados. A PF descobriu também que o contraventor  é sócio da construtora DELTA que servida como fachada para legalizar o dinheiro da contravenção, depois repassar para a quadrilha.

Os diálogos gravados pela PF mostram que Cachoeira tinha estreito relacionamento com as peças com que trabalhava – senador Demóstenes Torres (GO), Agnelo Queiroz (PT-DF), entre outras figuras da quadrilha. No caso de Agnelo Queiroz, conhecido no esquema como “Magrão”, “Zero-um”, estranha que militantes, sindicalistas, partidários do PT não se manifestem pela saída de Agnelo do governo do DF. O partido protege o governador das acusações de envolvimento com a quadrilha de Cachoeira. Ao contrário da operação Caixa de Pandora em que, os petistas Chico Vigilante, Chico Floresta, Geraldo Magela, Policarpo; sindicatos e centrais sindicais saíram às ruas, exigiram a cabeça do governador José Roberto Arruda (PMDB-DF). Cadê a ética, do PT?

Para abafar a insatisfação com mais um escândalo de corrupção, foi criada no Congresso Nacional, a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPI), com membros das duas Casas, do Congresso. Contudo, esta CPI já nasce ultrapassada, sem mídia. Assim como a CPI do Mensalão, a do Cachoeira servirá apenas como palanque para discursos que a gente já sabe do resultado. Para assegurar o controle da CPI, as principais comissões são presididas por parlamentares da base aliada do governo. Esperar o que dessa CPI? Mais uma Pizza para jogar as denúncias debaixo do tapete – os culpados continuarão impunes debochando da cara do cidadão.

A questão dos beneficiários da quadrilha: quem vai substituir o banco Cachoeira que abastecia de grana uma grande quantidade de políticos e empresários? Embora ninguém admita se relacionar ao contraventor, a lista de nomes nas gravações mostra o contrário: havia uma rede de corruptores e corruptos. Para mostrar poder, Cachoeira tentou comprar até um partido político, o Partido Renovador Trabalhista Brasileiro (PRTB), presidido pelo engomado Levy Fidelix que nega a transação. O interessante é que, até antes da prisão, Cachoeira era a solução financeira de quem agora nega conhecê-lo – de uma hora para outra ninguém quer ter o nome relacionado ao bicheiro.  



Escrito por Roberto Carvalho, jornalista às 18h27
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Dilma – A Imagem do Circo

Pesquisa divulgada no Fantástico de domingo (22/04), mostrou que a presidente Dilma Rousseff tem 64% de aprovação da população. Antes de discutir os méritos, a seriedade da pesquisa – que daria a Dilma o favoritismo nas próximas eleições – é preciso esclarecer alguns detalhes. Primeiro – a pesquisa se refere à Dilma (pessoa) presidente da República não ao seu governo ou à sua parca administração. Até aí, nada de mais – embora a maioria da população não concorde, a pessoa da Dilma atrai simpatia internacional. Principalmente, subserviência de seus súditos dos programas sociais – bolsas famílias da vida.

Na prática o governo Dilma Rousseff é péssimo, ruim. A prova é paralisia do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) - programa de grande monta que se arrasta com a maioria das obras paralisadas. Apenas 20% dos projetos do PAC continuam em marcha lenta, sem perspectivas de conclusão das obras. Quando a presidente Dilma assumiu o governo, as obras estavam em plena execução – o governo atual resolveu frear o programa. O projeto Tabuleiros Litorâneos, no Piauí está parado, com centenas de metros de tubulações, canais de concreto e eclusas se perdendo dentro do mato abandonados. Fora os desvios e superfaturamentos, milhões de reais do contribuinte somem no descaso do governo federal.

Não surpreende o resultado da pesquisa que por si só, mostra como é criada a imagem do governo petista. No universo de 2 mil pessoas consultadas, os 64% que consideram “Bom” o perfil de Dilma certamente trabalham no 3º andar do Palácio do Planalto. Pelo que se depreende, os puxas-sacos da Presidência da República querem um segundo mandato para a patroa – e assim permanecer pendurado nas tetas da Viúva. A estratégia de produzir falsas pesquisas para ganhar eleições nas urnas, continua operante – institutos e instituições de pesquisas são pródigos em divulgar resultados favoráveis a quem está com o cofre na mão.

Especialista em manipular imagens e opiniões em favor do partido – a máquina petista reconduziu os mensaleiros da legenda a mandatos eletivos. E melhor, se dizendo vítimas de perseguição política cobram na justiça indenizações por danos morais. A aprovação “Bom” apurado no 3º andar do Palácio do Planalto reflete os superlativos que douram da pílula Dilma Rousseff. Contudo, o cidadão comum precisa ficar atento – a administração petista é uma coisa, a Dilma Rousseff cidadã é outra coisa. A presidente pode ser ótima estadista, porém péssima administradora, como mostra o seu governo.  



Escrito por Roberto Carvalho, jornalista às 15h09
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Que Voz se Levanta?

 Imagem: www.mundodosgfs.com.br

Preocupa a letargia da população – maioria deserdada - cidadãos comuns que anestesiados não protestam contra a roubalheira, privilégios e condutas ilícitas de uma minoria social que faz do patrimônio público (de todos) propriedade particular, um latifúndio de poder. Se ninguém se manifesta, reclama contra esse estado de coisa é porque tudo está às mil maravilhas; as esmolas do governo – Bolsa Família, Vale Gás, Renda Minha entre outros (benefícios?) dos programas sociais “cala a boca” da população.

A minoria – políticos, empresários: corruptos e corruptores – ignora uma maioria (que sustenta o país) numa situação economicamente desesperadora. E no meio dessa maioria (Classe C, D e E), a Classe C é a que mais sofre desigualdade – a forma como é tratada. Ganha em média R$ 4,5 mil – e vê-se espoliada, extorquida por Imposto de Renda extorsivo, impostos indiretos embutidos nos produtos de consumo, alimentos e serviços entre outros. A famigerada carga tributária penaliza mais os pobres – que gravitam no meio da pirâmide – Casse C, D e E.

Empresa não paga impostos - os consumidores é que pagam os encargos tributários embutidos nos preços dos produtos e serviços. Com isso se agrava mais a situação dos que ganham menos, como a Classe C,         que não recebe os benefícios dos programas sociais. Então por que essa minoria (Classe C) aceita passivamente ser humilhada? Nesse cenário de corrupção e bandidagem oficial, tudo é normal? Cadê um judiciário probo, ético, atuante – sem corporativismo? Governantes diligentes comprometidos com as causas sociais, éticos e confiáveis?  

Onde estão as instituições sérias a serviço do Estado brasileiro, da população de forma equânime e igualitária, com eficiência, eficácia em seus objetivos precípuos? E o Poder Legislativo – municipal, estadual, federal – aonde foi parar? O que fazem e, para que servem os parlamentares eleitos pelo povo nas comunidades do País? Os políticos estão envolvidos com as causas públicas para as quais foram eleitos em seus domicílios eleitorais? São os representantes da população referendados nas urnas somente para roubarem, corromper, ser corrompidos? Cadê a moral deste País? Em quase todos os países do mundo há constante terremotos, condições naturais adversas – e, em pouco se reconstroem, avançam à frente. No Brasil, uma gente (minoria) sórdida desmoraliza, degrada o país. 

Esse pessoal (Classe A, B) vive a tripudiar os mais carentes que, sem oportunidades teimam em viver no meio das feras que detêm o poder econômico-financeiro, político e manipula a opinião pública nacional. Em meio aos desmandos, arrogância esse poder dita as regras sujas de um jogo que sempre dá vantagem aos protagonistas marcados como valores. Sufocada debaixo do tapete de lama, a parte espoliada poderia se levantar contra a opressão praticada pelo rolo compressor do poder dominante. A camuflagem em que se reveste o status quo do “politicamente correto” - Democracia, Estado de Direito – impõe-se como concepção indiscutível, princípios que regem o social coletivo, falso moralismo.                   

 A pergunta que se clama – Que Voz se Levanta? – para mudar a fazenda brasilis. Encera a resposta óbvia – falta um líder carismático que levante a voz contra o que está aí oprimindo a maioria da população. Principalmente, alguém que transforme o País socialmente justo, redimindo a Nação que há séculos padece de desigualdade social. O problema é: haveria consciência política para tamanha empreitada de mudanças que levem a população à igualdade socioeconômica? Esse novo Estado social seria um Estado socialmente justo? Principalmente, capaz de atender aos anseios da maioria da população sedenta de justiça social?

Os que transitam no topo da pirâmide (Classe A, B) mantêm os indivíduos – classes C, D e E maioria - hierarquizados em situação de dominação. Essa situação de desigualdades sociais gritantes tem como finalidade manter o sistema dominante que há séculos escraviza a população do País. Para legitimar esse “Estado de Direito?”, status quo – existe um ordenamento jurídico: normas, leis que impõem diferenciais de classes que expurga os desiguais. Por outro lado, favorece os “mais iguais” – do topo da pirâmide que desfrutam condições econômico-financeiras privilegiadas. São os chamados círculos corporativos de poder. O princípio - “Todos os cidadãos são iguais perante a lei”, Art. 5º da Carta Política de 1988, é letra morta, na prática. Então, contra esse “Estado de Direito?” - Que Voz se Levanta?



Escrito por Roberto Carvalho, jornalista às 10h33
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Roberto,

             Li "Imagens da Utopia". Gostei muito. Só queria fazer um pequeno senão com a palavra "presa", no último parágrafo, que está escrita com "s", quando deveria estar com "z". O que em nada compromete a beleza da crônica. É isso aí, meu amigo. Você bem analisou o dogmatismo e autoritarismo dos ideólogos fanáticos, tanto da esquerda como da ireita.

 

                Mas, o pior deles ainda são os da esquerda. Porque hipópcritas, desonestos e facistas. Nesse sentido, excelente seu artigo "PT - Política do "Pão e Circo"". No qual mostrou como essa camarilha petista é desonesta. Nunca, em toda a história da república brasileira, houve tanta roubalheira e conivência com o roubo como o governo de Lula e o d'agora desta senhora Dilma. E isso vem se alimentando, como você enfatizou, graças a essa tática facista utilizada pelos meliantes petistas.

                Ou seja, distribuir essas cestas e bolsas a esta população pobre, sem qualquer contraprestação. Essa canalha tiraria o povo da miséria usando essa dinheirama para criar renda, e, consequentemente, desenvolvimento econômico.
 
No mais, meu abraço
 
 
José Ribamar Garcia, advogado e escritor
 --
JOSÉ RIBAMAR GARCIA - ADVOGADOS ASSOCIADOS
Avenida Treze de Maio, 13 - sala 820
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Telefax: (21) 2220-0214 / 2262-8875
 

Agradeço, pelo alerta sobre o erro na grafia da palavra “presa”, que corrida fica – se “preza”, de prezado, prezada e; na acepção do texto agora corrigido: daquele que se preza.

Obrigado,  abraços

Roberto Carvalho



Escrito por Roberto Carvalho, jornalista às 09h57
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Imagem da Utopia

 Ilustração: www.g1.globo.com

Ainda que se prove o contrário, nos assentamentos da vida nada passa sem as tintas da imagem imposta para justificar nossa inclusão em manuais de conceitos coletivos. O código – deveres e obrigações – impõe-se à vontade individual que impulsiona o “Ser” animal instintivo, único. Então o indivíduo deixa de “ser” razão para “ser” o que os outros projetam como algo possível, palpável. O que o segue – cego, cega-se como fez minha amiga Judite, militante partidária em seu ideal marxista-leninista. 

Judite esteve em Brasília e não me visitou. Recebida no Congresso Nacional, passou em frente à catedral da cidade, Biblioteca Nacional. Na Praça dos Três Poderes, chega ao Palácio do Planalto, onde é informada de que não pode falar com o inquilino-mor daquela Casa do Executivo Nacional. Dali, ela desatou ao santuário Dom Bosco na W3 Sul – templo cristão em homenagem ao religioso que teria previsto, no século XiX, a construção de Brasília.

Confusa na assimétrica arquitetura da cidade candanga, Judite dirige-se à Praça do Buriti, onde ordenha loba em frente o Palácio do Buriti. E ninguém mais sabe do seu paradeiro – quando estampa no jornal: Encontrado corpo de mulher boiando no Lago Paranoá. No rádio, a notícia é reveladora: a mulher encontrada boiando no Logo é Judite Veiga, militante petista que, tendo perdido as esperanças no partido que tanto defendera, resolveu dá termo às ideias socialistas definitivamente. Consigo, levou o engano que cultivara por boa parte da vida.

Fui verificar o cadáver – afinal, embora Judite fosse depressiva não seria capaz de cometer tamanha barbaridade. Teria caído em cilada maldita? Mesmo não sendo especialista em disfarce, como militante petista, quase nunca tirava a “estrela vermelha” da lapela. E certamente, não iria vacilar na Esplanada dos Ministérios. Há mais mistérios ali do que o que se possa imaginar – qualquer pessoa sabe disso. Não. Não podia ser Judite. Meio incrédulo estacionei o carro na margem do Lago onde já havia muitos curiosos no local – bombeiros, peritos da Polícia Civil.

Abri passagem entre as pessoas que cercavam o corpo irreconhecível, consegui irromper pertinho. E vi o rosto deformado de Judite. A perícia examinando detalhes ao redor do bucho inchado, como se cuidasse de mais um indigente. E era. Nenhum parente ali a reconhecer Judite. Abaixei-me um pouco e pude observar no cós da bermuda azul o boné vermelho – todo militante que se preza tem ao menos dois bonés: um para uso em casa e outro para sair às ruas.

Surrado pelo sol, encharcado pela água – guardava ainda a marca de cassetetes dos embates das últimas eleições. Então constatei que era mesmo a Judite, valente em palavras – levou junto o rosto sofrido e os últimos suspiros de utopia. Naquele “arreda-arreda”, para a polícia trabalhar – fiquei olhando o corpo ser levado não sei para onde. Foi-se Judite e consigo a crença que o socialismo seria possível.           

  Visite -  http://clubedeautores.ning.com/profile/RobertoCarvalhodaCosta

Comentário sobre matéria:

 
Clemilton Barros comentou seu link.
Clemilton escreveu: "Grande Roberto. Gostei muito da sua crônica. Pobre Judite! "Tendo perdido as esperanças no partido que tanto defendera, resolveu dá termo às ideias socialistas definitivamente. Consigo, levou o engano que cultivara por boa parte da vida (...)". valente em palavras – levou junto o rosto sofrido e os últimos suspiros de utopia."

  • Amigo, Clemilton - comentei sobre o seu livro com amigo Daniel, advogado da União, AGU - a quem vou emprestar o livro. Ele é da nossa região - Parnaíba, Nordeste - ficou interessado, disse que o assunto é interessante e está em pauta. Enmpréstimo com recomendação de devolução rápida que preciso fazer breve comentário sobre o livro para a nossa página - Face, Blog e Clube de Autores.



    Escrito por Roberto Carvalho, jornalista às 21h15
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    PT – Política do “Pão e Circo”

                   Presidenta ou presidente Dilma? Os puxas-sacos do Palácio do Planalto enchem a boca de “presideeeeeeenta, Dilma”. Sem entrar na controversa - importa pouco, se presidenta ou presidente – o importante é o desempenho socioeconômico e cultural do país. Antes de viajar à Ásia para participar do encontro do Brics – grupo dos países emergentes: Brasil, Rússia, Índia e China, (28,29 e 30/03) a presidente Dilma Rousseff deixou aprovada a MP 491/2010, que institui o Programa Cinema Perto de Você. O governo do PT impõe à população a política do “Pão e Circo”, usada na Roma do imperador Calígula.

                   Para manter a plebe (povo pobre) contente, sem se manifestar contra os desmandos dos nobres e poderosos – o imperador oferecia aos pobres espetáculos de gladiadores em arenas abertas, circos e cestas de alimentos. A prática ficou conhecida como “Política do Pão e Circo”. No Brasil a política de “Pão e Circo” petista, está sendo empregada para manter a população pobre feliz longe da renda nacional. E tem dado certo – além de render votos nas eleições – os programas sociais: Cesta Básica, Vale Gás, Fome Zero, Minha Casa Minha Vida, Renda Minha, entres outros, dá fama ao país que seria exemplo de combate a pobreza.

                   Agora com a implantação do Programa Cinemas Perto de Você, em bairros e comunidades pobres de cidades e grandes centros urbanos – a população está suprida de lazer e comida dados pela política de “Pão e Circo” do PT. A iniciativa recebeu aplausos das classes dominantes que querem distância dos pobres – percalço nos planos de um país de minoria só de ricos. Se a população menos favorecida já vivia sob o controle das esmolas do governo – agora com cinema em casa, nos bairros – o segundo mandato da presidente Dilma estará garantido.

                   A estratégia política do PT vem dando certo – distribuição de comida a indigentes produz votos para a continuação da legenda petista no poder. A tática legitima os esquemas e maracutaias do governo - mesmo com a corrupção generalizada sendo uma prática rotineira em todos os níveis e escalões da administração pública. Cestas Básicas, cinemas em casa aplacam os ânimos dos mais carentes que, sob a tutela do Estado descarregam nas urnas os votos da miséria, que mantêm os ladrões ad eterno no poder.                          



    Escrito por Roberto Carvalho, jornalista às 17h46
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    Cachoeira de Corrupção no Senado e STF

    Pagamento de propinas, superfaturamentos, fraudes em licitações são algumas práticas rotineiras da corrupção no setor público. As denúncias feitas no Fantástico, mostrando cenas nauseantes de empresários negociando propinas nos hospitais do Rio de Janeiro, são apenas uma ponta do iceberg dos esquemas de desvios de dinheiro público no país. Apesar da repercussão das imagens na mídia, a população assiste a tudo indiferente, anestesiada. Diante da falta de punição, os ladrões criminosos encontram campo fértil para dilapidar os cofres públicos.   

    A questão é: como erradicar a corrupção? Se os poderes Judiciário, Legislativo Federal estão envolvidos em esquemas corruptos. Protegidos por foros privilegiados e leis permissivas – autoridades, agentes públicos e empresários desonestos nunca são punidos. Enquanto cresce a corrupção generalizada, aumenta o festival de denúncias, investigações e inquéritos que dão em nada. A PF investiga, o Ministério Público denuncia – o Judiciário absorve e a população paga os prejuízos. Os processos contra bandidos de colarinho branco, normalmente, são arquivados – na maioria das vezes, por falta de provas. Não é fácil provar, convencer juízes e desembargadores viciados - também corrúptos - a por na cadeia poderosos e influentes do poder.   

    Os escândalos se avolumam em todas as esferas da administração pública – nomes como o do senador Demóstenes Torres (DEM-GO) aparece envolvido no esquema que teria recebido dinheiro do contraventor Carlinhos Cachoeira. O escândalo foi descoberto na Operação Monte Carlo, da Polícia Federal em que, Cachoeira comandaria um esquema de corrupção, lavagem de dinheiro, jogos caça-níqueis, entre outros crimes. A PF apresentou 300 ligações telefônicas entre Demóstenes e Cachoeira – o senador goiano nega ter recebido dinheiro do esquema comandado pelo contraventor.

    As investigações da Operação Monte Carlo chegaram ao ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF) amigo do senador Demóstenes Torres. Uma enteada do ministro, Ketlin Feitosa Ramos, considerada filha de Gilmar Mendes, trabalha no gabinete de Demóstenes – numa simbiose entre os dois poderes: Legislativo e Judiciário. Admitida em setembro de 2011, Katlin é assessora de Demóstenes em troca de favores entre os dois amigos – não há inquérito ou processo no STF contra o senador.

    O paralaemntar Demóstenes Torres está citado no inquérito da Operação Monte Carlo, da PF que envolve Carlinhos Cachoeira e corre na Procuradoria-geral da União, podendo chegar ao STF onde Gilmar atua como membro daquele poder. A Suprema Corte de justiça não tem moral para julgar corruptos. O que fazer para combater a corrupção no Brasil? Comprometido com o sistema corruptivo institucional, o judiciário transformou-se em mar de lama da corrupão? E “Cachoeira” -  influente nos meios políticos e empresariais, é quem manda nas instituições do país.   



    Escrito por Roberto Carvalho, jornalista às 17h23
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    Dentistas – Cadeira Cativa

    Recados : Fotos e gifs animadosImagem: www.mundodosgfs.com.br

    Uma Crônica para o Leitor

    Nem completara dez anos de idade e saiu-se com esta: Pai por que tratamento dentário é caro e os serviços não duram? Constantemente é preciso ir a consultório de dentistas. Não havia pensado nisso – disse o pai. Pensou um pouco e, bem do fundo, no íntimo - de certas coisas, as crianças precisam ser preservadas. Dizer que a maioria dos produtos ortodônticos é importada, os nacionais são de péssima qualidade e que, os profissionais da área ao utilizá-los misturam os produtos tornando-os fracos, ruins ninguém iria acreditar.

    Próteses, obturações, coroas, blocos – têm duração descartável. O uso de cimento (material fixador) “distorcido” em pouco tempo solta peças, como obturações, coroas, próteses deixando os usuários na mão dos dentistas. Vendo a indiferença do pai em responder - por que tratamentos dentários são descartáveis, o filho investe novamente – Os clientes são reféns de dentistas? Sem saída o pai prefere a tangente menos reveladora - não é bem assim: as pessoas precisam de acompanhamento de profissionais de saúde bucal.

    É importante consultar ao dentista, ter plano de saúde odontológico – mesmo que atenda apenas serviços básicos, como limpeza ou simples obturações. Incrédulo, o garoto olha para o pai e – belas respostas, pai, porém continuo sem entender: por que os serviços dentários são caros e ruins. Claro que o pai não iria revelar à criança as estratégias do setor odontológico: utilização de materiais de qualidade discutíveis - serviços que levam usuários e clientes à dependência de consultórios e clínicas dentárias.   



    Escrito por Roberto Carvalho, jornalista às 15h10
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    Responsabilidade Fiscal – Estouram Gastos com Pessoal

    O freio dos gastos com pessoal imposto pela Lei de Responsabilidade Fiscal não funciona na maioria dos estados. Segundo matéria publicada na Folha de S. Paulo (19/03), apenas os estados do Ceará, com 39,19% e Espirito Santos 36,47% de  gastos em seus orçamentos com pagamento pessoal respeitam a LRF. A Lei determina o limite legal de gastos com pessoal em relação à Receita Corrente Líquida (RCL). As despesas com pessoal não podem ultrapassar 60% da RCL, distribuídos: 54% para o Executivo e 6% para o Legislativo, incluindo Tribunal de Contas.

    Segundo a Lei, existem ainda dois limites de gastos com pessoal. O denominado "limite de alerta", estabelecido em 90% do limite legal. Por esse dispositivo, quando o Executivo atingir 48,6% da RCL, o Tribunal de Contas deve alertá-lo sobre o fato. O outro é o "limite prudencial", que chega a 95% do limite legal (51,3% da RCL). A maioria dos estados já atingiu o limite alerta de 49% em média de gastos com pessoal em que, não podem mais conceder reajustes aos servidores nem criar novos cargos.

    No Distrito Federal, o governador Agnelo Queiroz (PT-DF), suspendeu reajustes salariais dos servidores e o número de cargos de confiança, para se adaptar à LRF. Em Sergipe, o governador Marcelo Déda, também recomendou a seu secretário de Administração uma redução nos gastos que gere economia de um quinto das receitas do Executivo estadual sergipano. Para os governadores dos estados – o funcionalismo público do estado é uma garantia certa de voto nas eleições. Quanto mais funcionários melhor – um servidor se multiplica, no mínimo, por cinco eleitores que são seus familiares e amigos recomendados de favores do estado empregador. Por isso os imensos gastos com pagamento de pessoal – o que sempre estouram os limites impostos pela LRF.



    Escrito por Roberto Carvalho, jornalista às 12h09
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    Brasil - Campeão de Felicidade

     Imagem:www.mundodosgfs.com.br

    Pesquisa recente divulgada pela Fundação Getúlio Vargas (FVG) em parceira com a consultoria Gallup aponta que o Brasil –as pessoas – é tetracampeão mundial de felicidade. No ranking da felicidade o país está à frente de Panamá, Costa Rica, Colômbia, Qatar, Suíça e Dinamarca. Figurando no último lugar está a Síria. Com todo respeito aos países aqui ranqueados – Panamá, Costa Rica, Colômbia, Qatar e, os demais – a felicidade dos brasileiros tem um parâmetro de felicidade surreal. Embora subjetivo o conceito de felicidade – quem mora debaixo da ponte diz que é feliz? – a verdade é que, nem a sociologia ou a psicologia explica o que é felicidade. A felicidade depende mais de um estado de espírito pessoal, particular do que de haveres, riquezas patrimoniais ou mesmo até de saúde própria. Ainda que estejam com os dias contados, há pessoas que esbanjam felicidade.

      Realizada em 158 países, em 2011, só agora divulgada, a consulta abordou cerca de 200 mil pessoas – em que buscou saber qual a expectativa de felicidade das pessoas no presente e nos próximos cinco anos. No presente, nem tanto, mas como se pode afirmar que alguém será feliz daqui a cinco anos? Mas, o mais surpreendente – o Brasil ganhou os dois escrutínios: do presente e do futuro. Na visão de Marcelo Neri, da FGV – “A satisfação das pessoas com suas vidas serve como um instrumento de gestão para a formulação de políticas públicas”, disse Neri. Para o economista da FGV – “Os gestores precisam saber como está a felicidade das pessoas e, o que elas esperam do presente e do futuro”, explica Neri.

    Um dos dados interessantes da pesquisa é que as mulheres são mais felizes do que os homens no Brasil. A explicação para a felicidade das mulheres aponta que o nível de educação mais elevado que o dos homens traz maior felicidade a elas. Numa escala de 0 a 10, as mulheres brasileiras alcançaram média de felicidade de 8,98 enquanto que os homens ficaram com 8,56 – felicidade presente. As médias dos cincos anos futuros foram idênticas – as mulheres também saíram na frente da felicidade virtual.

    Outro fator que conta para a felicidade geral dos brasileiros – é a renda: quanto maior os rendimentos, mais feliz o brasileiro. Está provado que dinheiro é felicidade. É?! Quem paga impostos direitinho, taxas e tarifas – em contrapartida, depende de atendimento do SUS nos corredores de hospitais abandonados, pensa a mesma coisa. E os que vicejam na base da pirâmide – a escumalha foi consultada? É feliz essa massa marginal da desigualdade social que cada vez mais fica distante das riquezas do país – 6ª Potência do mundo? Talvez. O brasileiro pode ser tudo, menos masoquista.

    O próximo passo da FVG é realizar um estudo sobre a expectativa das pessoas quanto a sua educação própria. Pelos resultados da pesquisa de felicidade - com certeza, o país será cammpeão em ensino de qualidade. A melhor educação do mundo. Sem querer entrar no conceito de felicidade – sim, eu era feliz e não sabia. E, diante dos parâmetros do estudo da felicidade: renda, riquezas são prerequsitos dos felizes pesquisados. Por esses critérios, necessário se faz que cada brasileiro em sã consciência, reflita sobre o que é ser feliz. Principalmente, o que é felicidade em suas nuances existenciais.         



    Escrito por Roberto Carvalho, jornalista às 21h49
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    Piso “nos” Professores

     Imagem: www.Mundodosgfs.com.br

    O título “Piso nos Professores”, não está errado, não. Errado é um servidor de nível médio do Judiciário, ou do Legislativo Federal ganhar 10 vezes mais do que um professor com nível superior e várias formações acadêmicas. O piso salarial nacional dos professores passou de R$ 1.185,00 para R$ 1.451,00 – um reajuste em torno de 22,22% para 40 horas semanais. Segundo os representantes da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), o reajuste tem como índice o INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) usado para medir a inflação.

    A Câmara do dos Deputados criou uma Comissão Especial para avaliar o Projeto de Lei (PL) 3.776/2008, que trata sobre a atualização dos salários dos professores. Pelo projeto, o piso salarial da categoria deve dobrar em quatro anos – com reajustes calculados com base no INPC – e, as despesas ficarão a cargo das prefeituras municipais. Para Paulo Ziulkoski, presidente da Confederação Nacional dos Municípios (CNM), os prefeitos terão dificuldades em arcar com mais esses gastos – e não cumpririam a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF).

    Deixando de lado a máxima de que diz: “Eu te pago com o que me deves” – as responsabilidades de formar consciências que constroem o país, professores e pedagogos merecem respeito. Sem compensação remuneratória, um salário digno, condições decentes de trabalho, fica difícil aos profissionais de ensino cumprir seu sacerdócio de professor. O trabalho do professor não termina na sala de aula – ele tem que preparar planos de aulas, corrigir e elaborar provas. Além do mais precisa fazer cursos, se reciclar – e, o que é mais grave: enfrenta violência nas salas de aulas.      



    Escrito por Roberto Carvalho, jornalista às 16h17
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